Ailton Carlos Coelho

O triunfo da impunidade

"O que distingue uma democracia real de uma ditadura disfarçada é o destino reservado àqueles que ousam confrontar o poder estabelecido." Ailton Carlos Coelho

  


Sempre afirmo aos meus leitores que a política brasileira e a nossa realidade local compartilham uma mesma verdade fundamental: o progresso real nasce unicamente do trabalho técnico, da ordem, da disciplina e da responsabilidade fiscal e moral. Em contrapartida, a ruína de um povo é filha direta da inversão de valores, do aparelhamento estatal e da impunidade institucionalizada. Nesta semana, trago à reflexão uma análise que contrasta a eficiência dos municípios na busca da melhor qualidade de vida aos cidadãos, e no plano federal assistimos estarrecidos ao espetáculo grotesco onde os velhos condenados assumiram o poder, viraram os novos julgadores e agora perseguem e punem sem piedade quem teve a coragem de condená-los no passado.

Avanço técnico e infraestrutura de verdade em Apiúna

Enquanto vejo a política nacional se perder no pântano das picuinhas ideológicas e da gastança irresponsável, no nosso município assisto com satisfação ao trabalho com resultados práticos para a comunidade. Acompanho de perto o projeto da nova ponte de Apiúna, uma obra de extrema relevância para a nossa mobilidade e para o escoamento da produção local, que segue avançando rigorosamente conforme o cronograma estabelecido. O projeto entra agora em uma de suas etapas mais complexas e decisivas sob a execução da Zanco Construtora. Trata-se da fase das fundações, com o uso de perfuratriz de grande porte e a instalação da chamada camisa perdida.

Foto divulgação da Perfuratriz

Para quem entende a importância da engenharia civil, essa estrutura metálica não é um mero detalhe técnico. Ela desempenha o papel fundamental de garantir a estabilidade do solo durante a perfuração, proteger o concreto recém-lançado e proporcionar a máxima segurança estrutural à obra. As fundações são o coração de qualquer construção; sem uma base sólida, tudo o que se edifica acima está fadado ao colapso. É exatamente assim que defendo que se construa o futuro de uma cidade e de um país: com planejamento sério, rigor técnico e investimento correto do dinheiro do contribuinte. A base firme dessa ponte é o reflexo exato do modelo de gestão que defendo para a nossa sociedade, onde o recurso público é tratado com o respeito que a nossa gente merece.

CNJ e o teatro da vingança no Judiciário nacional

Não posso, sob hipótese alguma, calar a minha voz diante da recente decisão do Conselho Nacional de Justiça, que afastou a juíza federal paranaense Gabriela Hardt. A magistrada, como todos sabemos, teve a coragem de honrar a sua toga ao assinar a sentença que condenou o atual presidente da República no célebre processo do sítio de Atibaia. O que assistimos agora é mais um capítulo assustador da escalada de inversão de valores que denuncio semanalmente nesta coluna. O ponto mais estarrecedor de toda essa manobra é que não pesa contra a juíza nenhuma acusação de roubo, aceitação de propina, desvio de verbas públicas ou obtenção de qualquer benefício pessoal. A punição imposta a ela se deu puramente por conta da homologação de um acordo relativo aos recursos recuperados pela Lava Jato.

O cenário que se desenha diante dos nossos olhos é cristalino para qualquer cidadão de bem. No Brasil atual, quem investigou e julgou os esquemas bilionários de corrupção virou o alvo da vez, sendo processado, julgado e punido justamente por aqueles que antes ocupavam o banco dos réus. Os papéis foram invertidos da forma mais vil possível: os criminosos de ontem assumiram as rédeas do Estado e usam a máquina pública para se vingar de quem cumpriu o seu dever legal. Essa perseguição escancarada reforça, mais do que nunca, a minha convicção sobre a urgência absoluta de formarmos um Senado Federal verdadeiramente conservador, firme e corajoso. Precisamos de senadores que não se dobrem ao sistema e que tenham a hombridade de conter esses abusos de autoridade.

Diplomacia da vergonha, alianças nefastas e a cegueira seletiva

Assisto com indignação a forma como a atual gestão federal e a sua seita ideológica conseguem a proeza de posicionar o Brasil invariavelmente do lado errado da história. Lembro bem quando utilizaram os recursos suados do contribuinte para financiar a construção do superporto de Mariel na ditadura de Cuba. Lembro do perdão injustificável de dívidas de ditaduras africanas e da forma apaixonada como trataram a tragédia da Venezuela bolivariana. Agora, a história se repete como farsa: o governo coleciona desavenças desnecessárias e atritos diplomáticos com os Estados Unidos, que sempre foram e continuam sendo o nosso maior e mais estratégico parceiro econômico e histórico no Ocidente.

Enquanto a imagem do país é arrastada pela lama da irresponsabilidade internacional, observo com asco a atuação de uma mídia cretina e militante que opera uma blindagem constrangedora em favor dos poderosos do momento. Criou-se um pacto de silêncio ensurdecedor sobre os escândalos reais que afligem o país. Ninguém mais tem a coragem de tocar no assunto do Tayaya, ninguém mais questiona os 129 milhões de reais obscurecidos pelas narrativas oficiais, ninguém menciona a proteção ostensiva dada ao filho do presidente, e reina um silêncio absoluto sobre os esquemas de corrupção que corroem os estados do Nordeste, em especial a Bahia.

O meu compromisso inegociável com a verdade e com Apiúna

Entre a engenharia responsável que finca estacas e constrói pontes para o desenvolvimento e a política espúria que destrói a moralidade e as instituições no cenário nacional, assumo publicamente o dever de manter a guarda alta e a pena afiada. Jamais aceitarei a passividade covarde diante dos absurdos que tentam normalizar no nosso país, assim como nunca deixarei de apontar e valorizar o trabalho técnico, honesto e correto que é realizado em nossa terra por homens de bem. Tenho a absoluta convicção de que a reconstrução moral, econômica e social do Brasil passa pela preservação dos valores conservadores, pela defesa da família, pela manutenção da ordem, pelo respeito estrito às leis e pela nossa recusa diária em aceitar a corrupção como rotina. Seguimos firmes em defesa da verdade.

A coluna Passando a Limpo é publicada semanalmente e expressa a opinião de seu autor.