Investimentos de Santa Catarina em proteção e Defesa Civil mais do que duplicam em quatro anos e batem recorde
Governo destina mais de R$ 900 milhões entre 2023 e 2026 para prevenção de desastres, reforma de barragens e expansão da rede de monitoramento

. (Fotos: Thiago Kaue / SecomGOVSC) - Investimentos de Santa Catarina em proteção e Defesa Civil mais do que duplicam em quatro anos e batem recorde
Governo destina mais de R$ 900 milhões entre 2023 e 2026 para prevenção de desastres, reforma de barragens e expansão da rede de monitoramento
O Governo de Santa Catarina ampliou de forma histórica os investimentos em prevenção a desastres naturais na Defesa Civil. Entre 2023 e 2026, mais de R$ 900 milhões foram destinados à Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SPDC), consolidando o estado entre os mais preparados do país para enfrentar eventos climáticos extremos.
A evolução orçamentária ilustra a dimensão do avanço: em 2020, os recursos para a pasta somavam R$ 81 milhões; em 2023, R$ 129 milhões. Para 2025, o montante alcançou R$ 300 milhões e, em 2026, a previsão é de R$ 338 milhões — o maior valor já registrado na história catarinense.
Histórico de vulnerabilidade impõe resposta estruturante
A geografia de Santa Catarina, marcada por serras, planícies e bacias hidrográficas complexas, torna o território suscetível a desastres naturais. Enchentes, deslizamentos e estiagens integram o histórico catarinense e seguem como desafios permanentes para a gestão pública.
O episódio de El Niño de 2023 deixou impactos em municípios do Alto Vale do Itajaí e reforçou a urgência de investimentos estruturantes. Desde então, o Estado ampliou recursos e estruturou um pacote de obras em diferentes frentes, incluindo intervenções que não eram realizadas há mais de quatro décadas.
Barragens, rios e monitoramento recebem aportes inéditos
As três barragens de contenção existentes no estado, Barragem Sul (Ituporanga), Barragem Norte (José Boiteux) e Barragem Oeste (Taió), recebem investimentos que somam R$ 94,7 milhões em obras de reforma, modernização e automação com acionamento remoto.
Outros R$ 227 milhões foram destinados a ações de desassoreamento e melhoramento fluvial. Em 2024, intervenções foram retomadas em rios de municípios como Rio do Sul, Rio do Oeste, Mirim Doce e Presidente Getúlio — localidades que não recebiam obras do tipo há mais de 40 anos.



