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Feminicídio em SC: ex saía da prisão há 4 dias e descumpriu medida protetiva

Feminicídio choca Balneário Piçarras (SC): Daiane, 35 anos, morta pelo ex, que saiu da prisão há 4 dias apesar de medida protetiva. Crime em frente à PM expõe falhas no sistema. Família recebe apoio; coletivos cobram justiça e monitoramento efetivo para p

Feminicídio em SC: ex saía da prisão há 4 dias e descumpriu medida protetiva

Feminicídio choca Balneário Piçarras (SC): Daiane, 35 anos, morta pelo ex, que saiu da prisão há 4 dias apesar de medida protetiva. Crime em frente à PM expõe falhas no sistema. Família recebe apoio; coletivos cobram justiça e monitoramento efetivo para p

Na manhã de sábado, 17 de janeiro de 2026, Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina, acordou com uma tragédia que expõe fragilidades no sistema de proteção às mulheres. Daiane Simão da Costa, de 35 anos, mãe de quatro filhos, foi assassinada a tiros pelo ex-companheiro bem em frente ao portão do pelotão da Polícia Militar. O agressor, que havia deixado a prisão há apenas quatro dias, descumpriu uma medida protetiva vigente e, após o crime, atirou contra si mesmo. Esse feminicídio levanta perguntas urgentes: por que medidas protetivas falham tão frequentemente? E o que o Estado pode fazer para evitar que histórias como essa se repitam?

O que aconteceu no dia do crime

Polícias no pelotão ouviram os disparos por volta das 9h e correram para o local. Lá, encontraram Daiane caída, atingida no rosto, e o ex-companheiro com ferimento grave na cabeça. O Corpo de Bombeiros confirmou a morte dela ainda no lugar, enquanto ele foi levado ao Pronto Atendimento, mas não resistiu aos ferimentos.

Câmeras de monitoramento da PM registraram tudo: o homem se aproxima, dispara contra a ex e depois vira a arma para si. No cenário do crime, a polícia apreendeu uma pistola Taurus preta, calibre 9mm, com carregador e munições, além de um celular, que foi repassado à Polícia Civil para investigações. Esses detalhes, divulgados pela Polícia Militar de Santa Catarina, reforçam a frieza do ato, ocorrido apesar da proibição de aproximação imposta judicialmente.

Daiane trabalhava como funcionária terceirizada da Prefeitura de Balneário Piçarras, na equipe de limpeza do Pronto Atendimento local. Sua rotina era simples, dedicada aos filhos e ao emprego, mas marcada pelo medo do ex-parceiro. "Minha irmã só queria paz, viver com os quatro filhos e seguir a vida", desabafou a irmã Dafne em postagem nas redes sociais, ecoando o luto de familiares e amigos.

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Medida protetiva: uma proteção que não funcionou

A vítima contava com uma medida protetiva de urgência, prevista na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), que proíbe o agressor de se aproximar ou manter contato. No entanto, ele saiu da prisão em 13 de janeiro – apenas quatro dias antes – e ignorou a ordem judicial. Na prática, isso significa que o sistema prisional e de monitoramento falhou em garantir o cumprimento da restrição.

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