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Violência contra a mulher

Feminicídio em Indaial integra sequência de cinco casos em uma semana em Santa Catarina

Mapa do MPSC aponta término de relacionamento como gatilho em quase metade dos assassinatos de mulheres no estado

Feminicídio em Indaial integra sequência de cinco casos em uma semana em Santa Catarina
Rede Catarinense de Notícias

Uma mulher foi encontrada morta dentro da casa do ex-companheiro em Indaial na última quarta-feira, dia 28 de outubro. O suspeito não foi localizado até o fechamento desta reportagem. O caso é o quinto feminicídio registrado em Santa Catarina em um intervalo de sete dias, todos envolvendo homens que mantinham ou já haviam mantido relação afetiva com as vítimas.

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Antes do episódio em Indaial, outras quatro mulheres foram mortas em municípios catarinenses. Em Ipira, no dia 20 de outubro, um homem invadiu a casa da ex-companheira, a matou e levou o corpo até um riacho. Dois dias depois, em Faxinal dos Guedes, outro homem matou a companheira e escondeu o corpo em uma sacola de viagem. Em Vargem, no dia 24, uma mulher foi morta pelo ex-companheiro na frente dos próprios filhos, que ficaram órfãos. No dia seguinte, em Cocal do Sul, uma mulher foi baleada na cabeça pelo marido enquanto segurava no colo o neto do casal, um bebê, e não resistiu aos ferimentos.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os cinco crimes repetem características já mapeadas em março, quando o órgão lançou um diagnóstico sobre as circunstâncias que antecedem os assassinatos de mulheres por razões de gênero. A coordenadora-geral do Núcleo de Enfrentamento às Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT), promotora de Justiça Chimelly Louise Resenes Marcon, afirma que os casos recentes confirmam que os fatores de risco continuam presentes no cotidiano do estado. "O Mapa mostra que o feminicídio não acontece de forma aleatória. Existem padrões que se repetem e que nos permitem identificar situações de risco antes que elas cheguem ao extremo da morte", afirma.

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De acordo com o levantamento do MPSC, o término do relacionamento foi apontado como o fator que desencadeou a agressão fatal em 45,8% dos casos analisados. Outros gatilhos identificados foram desentendimentos diversos, em 24,4% dos casos, ciúmes, em 12,5%, suspeita de traição, em 4,6%, e disputas patrimoniais, em 1,7%. Para Chimelly, o maior desafio não está em punir os agressores depois do crime, mas em proteger as mulheres antes que a violência chegue a esse ponto. "O sistema de justiça tem conseguido identificar, processar e condenar os agressores. O problema central está em outra etapa: a prevenção e a proteção das mulheres antes que a violência alcance seu desfecho mais grave", afirma.

Com informações de Rede Catarinense de Notícias ↗. Texto revisado pela redação.

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