Defesa Civil da Amve se reúne para traçar ações preventivas contra o El Niño
Gestores e meteorologistas da Amve reuniram-se em Apiúna para planejar ações preventivas diante da alta probabilidade de El Niño no segundo semestre de 2026. Alertas incluem risco ampliado de chuvas intensas, inundações e deslizamentos. Prefeituras reforçam monitoramento, limpeza de drenagem e orientação à população.

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Gestores e meteorologistas da Amve reuniram-se em Apiúna para planejar ações preventivas diante da alta probabilidade de El Niño no segundo semestre de 2026. Alertas incluem risco ampliado de chuvas intensas, inundações e deslizamentos. Prefeituras reforçam monitoramento, limpeza de drenagem e orientação à população.
O Colegiado de Proteção e Defesa Civil da Associação de Municípios do Vale Europeu (Amve) se reuniu na manhã desta quinta-feira (28) em Apiúna para estruturar ações preventivas diante da provável formação do El Niño no segundo semestre de 2026. O encontro, que contou com meteorologistas da Defesa Civil estadual e da Secretaria Municipal de Defesa Civil de Blumenau, teve como foco reduzir riscos de chuvas intensas, inundações e deslizamentos na região a partir do inverno, com impacto mais acentudo na primavera.
Como o El Niño se forma e por que importa para o Sul do Brasil
Felipe Theodorovitz, meteorologista-chefe da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, explicou que o El Niño é um fenômeno oceânico que altera a atmosfera e influencia chuva e temperatura em várias regiões. Para a Região Sul, especialmente Santa Catarina, a tendência é de maior transporte de umidade, mais frequência de chuvas e elevação de temperaturas, o que aumenta a chance de eventos extremos. "Previsão climática é uma tendência, logo não conseguimos trazer detalhes sobre quanta chuva vai cair e em que momento vai cair, mas conseguimos definir mais ou menos uma janela em que essa probabilidade é maior", disse Theodorovitz.
O que pode afetar o Vale Europeu nos próximos meses
Historicamente, o El Niño aquece as águas do Oceano Pacífico e altera condições atmosféricas globais, provocando aumento significativo no volume e na frequência das chuvas na Região Sul do Brasil. Para Santa Catarina e o Vale Europeu, os meteorologistas alertam para temporais e chuvas intensas, inundações e enxurradas, deslizamentos de terra e mudança nas temperaturas. Esses fenômenos podem comprometer a mobilidade urbana, danificar estradas e pontes, interromper o abastecimento de energia, afetar a agricultura familiar e sobrecarregar serviços de emergência.
O El Niño não age sozinho na origem de desastres. Gabriel Cassol, meteorologista da Defesa Civil de Blumenau, esclareceu que o fenômeno precisa se acoplar a frentes frias e bloqueios atmosféricos para gerar eventos extremos específicos, configurações que só podem ser identificadas com semanas ou dias de antecedência. Por isso, previsões de longo prazo indicam apenas tendências, e detalhes sobre volume exato de chuva só ficam claros em curto prazo.
Ações já em curso nos municípios da Amve
Fábio Melere, presidente do Colegiado da Amve e diretor de Defesa Civil de Rodeio, afirmou que os municípios já trabalham internamente para mitigar riscos e pediu serenidade à população. "A principal mensagem é atenção, obviamente, para as pessoas que residem em áreas que possam ser atingidas por fenômenos principalmente relacionados às chuvas, como inundações graduais e deslizamentos de terra. Acompanhem os alertas da Defesa Civil porque essas atualizações são feitas de forma constante e elas vão ser mais assertivas sempre mais próximo do evento", declarou Melere.



