Construtora suspeita de fraude de R$ 5 milhões em SC: o que se sabe e como se proteger
Polícia Civil de Criciúma investiga construtora suspeita de vender, por cinco anos, imóveis na planta sem matrícula de terreno nem obras iniciadas, causando prejuízo de mais de R$ 5 milhões a um casal de Nova Veneza. Há indícios de outras vítimas, contratos fraudulentos e vida de luxo dos sócios.

Polícia Civil de Criciúma investiga construtora suspeita de vender, por cinco anos, imóveis na planta sem matrícula de terreno nem obras iniciadas, causando prejuízo de mais de R$ 5 milhões a um casal de Nova Veneza. Há indícios de outras vítimas, contratos fraudulentos e vida de luxo dos sócios.
Entenda o caso da construtora investigada em Criciúma
Um inquérito da Polícia Civil de Criciúma investiga uma construtora suspeita de aplicar um suposto golpe milionário em um casal de Nova Veneza, no Sul de Santa Catarina. Segundo as informações iniciais, o prejuízo pode ultrapassar R$ 5 milhões em imóveis vendidos na planta que nunca saíram do papel.
A investigação começou após representação feita pela defesa do casal, que alegou ter comprado unidades em empreendimentos prometidos pela empresa ao longo de anos, sem que qualquer obra fosse efetivamente iniciada. Na prática, isso significa que, apesar dos contratos e promessas, os imóveis sequer teriam sido regularmente vinculados a terrenos com matrícula definida.
Como o suposto esquema de fraude teria funcionado
De acordo com o delegado Márcio Campos Neves , titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Criciúma e responsável pelo inquérito, a suspeita é de que, ao longo de cerca de cinco anos, os dois sócios da empresa teriam vendido imóveis na planta sem possuir a matrícula dos terrenos onde os empreendimentos seriam construídos.
As supostas vendas envolveriam imóveis em Criciúma e também em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, ampliando o alcance do possível esquema. As autoridades apontam que, até o momento, não há registro da entrega de nenhum dos imóveis negociados com o casal, o que reforça a hipótese de fraude imobiliária continuada e não apenas de atraso de obra.



