Campanha contra as drogas diz que “Não dá mais para aceitar”
Com o tema “Drogas. Não dá mais pra aceitar”, ação lançada pelo governo do Estado de Santa Catarina conta com o apoio da Assembleia Legislativa e do Ministério Público de SC

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública, de cada 10 casos de violência registrados em Santa Catarina, sete estão relacionados ao uso de drogas ilícitas. Entre a população carcerária, 42,1% dos presos foram capturados por crimes ligados ao tráfico. O índice é maior do que o de roubo (16,9%), furto qualificado (13,2%), homicídio (12,6%), furto simples (9,6%) e latrocínio (4%).
Dados como este levaram o governo do Estado a lançar, na manhã desta terça-feira (25), a campanha midiática: “Drogas. Não dá mais pra aceitar”. A ação tem o apoio da Assembleia Legislativa (Alesc), do Ministério Público (MP/SC) e do Tribunal de Justiça (TJ/SC).
Em entrevista coletiva, o governador Raimundo Colombo destacou que o objetivo é a conscientização: “É uma questão de costume. Há alguns anos todos fumavam, inclusive em locais fechados. Hoje, não precisamos nem colocar avisos nas paredes, pois todos sabem que não podem fumar. É isso que queremos, criar o costume de o jovem nem experimentar drogas”.
A campanha está prevista até o final do ano, mas pode ser estendida.
Pesquisa
Um questionário aplicado pela Secretaria de Estado da Educação, em 2010, em 1,3 mil unidades escolares da rede estadual, apontou que 9,27% dos participantes já fizeram uso de maconha; 2,30%, de crack; 1,77%, de cocaína; 1,29%, de inalantes e 1,12%, de ecstasy.
Superação
Na cerimônia de lançamento, crianças do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), jovens que estão em Centros de Atenção Psicossocial e ex-dependentes químicos estiveram presentes. Fernando Fávero é um deles. Hoje com 24 anos, foi usuário de crack desde os 12. Morou na rua e acabou sendo preso. Há um ano e meio, pediu ajuda a um Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), foi internado e, desde então, não usa mais drogas. “Hoje, tenho uma empresa de produtos de limpeza e participo de um projeto social que entrega sopas a moradores de rua, inclusive nos locais onde eu frequentava”, afirma.
Políticas públicas
A secretária de Estado da Assistência Social, Angela Albino, explicou que a campanha conta com ações em áreas como a educação, segurança pública, saúde, assistência social e até com políticas regionalizadas específicas para cada município.
Com informações da Rede Catarinense de Notícias (Adjori). Texto revisado pela redação.





