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Santa Catarina integra projeto piloto de prevenção do HIV do Ministério da Saúde

Santa Catarina integra projeto piloto de prevenção do HIV do Ministério da Saúde
Foto: James Tavares / Secom

Terá início em dezembro, o projeto piloto de prevenção do HIV lançado este ano pelo Ministério da Saúde (MS). Trata-se da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que passará a ser disponibilizada, a partir do final do ano, para o Distrito Federal e dez estados brasileiros, incluindo Santa Catarina. A capital catarinense foi escolhida nessa primeira etapa para a implementação da PrEP no país, e o serviço indicado foi a Policlínica Municipal Centro, localizada na Avenida Rio Branco. No total, serão distribuídos três mil frascos de PrEP nas 11 unidades federadas selecionadas, para um período de experiência estimado de cinco meses.

A PrEP faz parte da abordagem chamada de "prevenção combinada", adotada pelo MS para combater o HIV, na qual a pessoa tem a opção de usar um método de prevenção ou combinar vários que se ajustem às suas necessidades, características individuais ou momentos de vida. Assim, o SUS passará a oferecer a pílula que associa os medicamentos Tenofovir e o Entricitabina. Um único medicamento por dia é tomado regularmente, mesmo que não haja suspeita de exposição, pois o objetivo é que ela funcione como uma barreira para o HIV antes da pessoa ter contato com o vírus.

“A implementação da PrEP ocorrerá de forma gradual, priorizando as populações com maior risco à infecção pelo HIV: gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), pessoas trans e pro- fissionais do sexo, conforme definição do Ministério da Saúde”, explica Dulce Quevedo, gerente de Vigilância das ISTs/AIDS e Hepatites Virais da Diretor iade Vigilância Epidemiológica (DIVE)da Secretariade Estado da Saúde, que participou da oficina de capacitação realizada nos dias 22 e 23 de agosto, em Brasília (DF).

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Na ocasião, o MS apresentou a definição e o detalhamento de como funcionará essa primeira experiência aos responsáveis pelas áreas técnicas das Secretarias de Saúde das 11 unidades federadas selecionadas.Os técnicos ainda participarão de dois seminários que serão realizados a distância em outubro, nos dias 6 e 27, e de uma capacitação presencial, em novembro.

Dulce Quevedo acrescenta que o simples fato de a pessoa pertencer a um desses grupos não é suficiente para caracterizar indivíduos com exposição frequenteaoHIV.“Para essa caracterização será necessário observar, também, as práticas sexuais, parcerias sexuais e contextos especí- ficos associados a um maior risco de infecção”, complementa Quevedo.

Importante destacar que este método é diferente da Profilaxia Pós-exposição (PEP), já disponível no SUS para quem possa ter tido contato com o HIV. A PEP deve ser iniciada até 72 horas após a relação sexual sem camisinha ou acidente com algum objeto perfurocortante em que possa ter havido contato com o vírus. O tratamento é feito com três medicamentos e tem duração de 28 dias.

A relação dos locais que oferecem a PEP em Santa Catarina está disponível em www.aids.sc.gov.br.

Com informações de Secretaria de Estado da Saúde de SC (Dive). Texto revisado pela redação.

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