Santa Catarina eleva cobertura vacinal contra poliomielite a 94,14% em 2026
Estado chega a 94,14% de cobertura em crianças menores de um ano e ainda busca meta de 95%, alcançada só em 2017

Santa Catarina chegou a 94,14% de cobertura vacinal contra a poliomielite em crianças menores de um ano, índice acima da média nacional, que é de 88,32%, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES). O resultado é divulgado às vésperas do Dia Mundial de Combate à Poliomielite, neste sábado, dia 24 de outubro. A vacina é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o estado, incluindo as de Apiúna e Ascurra.
O índice catarinense vem subindo de forma gradual nos últimos anos: passou de 91,18% em 2023 para 93,11% em 2024, chegou a 93,96% em 2025 e agora soma 94,14%. Mesmo assim, o estado ainda não repete a marca de 2017, quando atingiu 95,23% e alcançou, pela última vez, a meta nacional de 95% de cobertura vacinal.
Em outubro de 2025, o jornal mostrou que falhas na cobertura vacinal contribuíram para um salto de 1.253% nos casos de coqueluche no país, com Santa Catarina entre os estados de maior incidência. O episódio reforça a importância de manter os índices de imunização elevados para evitar a volta de doenças já controladas.
Para o diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), João Augusto Fuck, a vigilância segue necessária mesmo sem registro de poliomielite no estado desde 1989. "A vacinação é a forma mais eficaz de proteger nossas crianças e evitar que uma doença já eliminada do país volte a representar uma ameaça à saúde pública. Nossa meta é alcançar, no mínimo, 95% de cobertura vacinal, garantindo uma proteção coletiva cada vez maior", destacou.
Desde 3 de agosto de 2026, o Calendário Nacional de Vacinação passou a incluir uma segunda dose de reforço da vacina inativada contra a poliomielite (VIP), aplicada aos quatro anos de idade, conforme nota técnica do Ministério da Saúde. Na prática, o esquema completo soma três doses iniciais, aplicadas aos dois, quatro e seis meses, além dos reforços aos quinze meses e aos quatro anos.
A SES orienta pais e responsáveis a conferir a caderneta de vacinação das crianças e procurar a unidade de saúde de referência para verificar se alguma dose precisa ser atualizada, conforme a idade e o calendário vigente.
Com informações de Governo de SC ↗. Texto revisado pela redação.







