Florianópolis amplia monitoramento de dengue antes da alta temporada
Florianópolis reforça o uso de ovitrampas e ações preventivas para conter a dengue antes do verão.

Florianópolis reforça o uso de ovitrampas e ações preventivas para conter a dengue antes do verão.
Florianópolis intensifica a vigilância do mosquito Aedes aegypti para evitar uma nova alta nos casos de dengue durante o verão. Com a instalação de mais de 1.200 ovitrampas, armas tecnológicas que detectam focos do mosquito, a cidade busca agir com mais precisão no combate à doença.
Monitoramento inovador com ovitrampas
As ovitrampas funcionam como armadilhas simples: são recipientes pretos com água e palhetas de madeira que simulam locais propícios para a postura dos ovos do mosquito. Distribuídas em todos os bairros da cidade, com média de 300 metros entre elas, essas armadilhas são monitoradas mensalmente para detectar precocemente a presença do Aedes aegypti. A Secretária Municipal de Saúde destaca que o instrumento não substitui a visita dos agentes de controle domiciliário, mas direciona o trabalho para áreas com maior risco.
Resultados promissores e comparação com o ano passado
Até outubro de 2025, Florianópolis registrou 1.867 casos confirmados de dengue, 140 internações e 3 mortes. São números muito inferiores aos de 2024, quando foram contabilizados 11.740 casos, 283 internações e 23 mortes. Essa redução mostra que o monitoramento e ações preventivas estão trazendo efeitos positivos.
Ações no Estado e importância do envolvimento da população
No Estado de Santa Catarina, a Secretaria da Saúde e a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) promovem ações coordenadas, como o “Dia D” de combate ao mosquito, reforçando que a colaboração da população é imprescindível para eliminar focos do Aedes aegypti. O diretor da Dive, João Augusto Fuck, alerta que pequenas ações cotidianas — eliminar água parada, limpar recipientes — são fundamentais para reduzir o mosquito.



