Criança pode usar celular?
Sociedade de Psiquiatria faz recomendações sobre como tratar o tempo de tela

Dados divulgados no final do ano, na pesquisa TIC Kids, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil passado mostram que 83% do público com menos de 18 anos utiliza celulares para se conectar com a Internet. E ele esta presente em todos os lares e é muito comum pais disponibilizarem o uso do aparelho, especialmente para crianças pequenas.
A falta de critério e o tipo de uso feito pelo aparelho podem ser prejudiciais para elas, segundo a Sociedade Brasileira de pediatria (SBP). Não há um estudo específico sobre o uso de celulares e o tema é tratado como tempo de tela, valendo para todos os eletrônicos que disponibilizam imagens.
Bebês, por exemplo, não devem ter nenhuma exposição diária e de 2 a 5 anos o limite recomendado é de no máximo uma hora por dia e com acesso a conteúdos apropriados para a idade.
No manual de orientações publicado pela SBP, são abordados os principais problemas ligados ao uso excessivo da tecnologia por crianças e adolescentes. Entre as consequências, estão o aumento da ansiedade, a dificuldade de estabelecer relações em sociedade, o estímulo à adesão ao cyberbullying, a sexualização precoce, o comportamento violento ou agressivo, os transtornos de sono e de alimentação, o baixo rendimento escolar, as lesões por esforço repetitivo e a exposição precoce a drogas, entre outros. Todos com efeitos danosos para a saúde individual e coletiva, com graves reflexos para o ambiente familiar e escolar.
De acordo com a SBP, estudos científicos comprovam que a tecnologia influencia comportamentos através do mundo digital, pela adoção de hábitos, muitos deles inadequados desde os primeiros anos da infância. Há algum tempo, este tema tem ocupado espaço nas discussões na entidade, preocupada com a melhor orientação ao pediatra no atendimento de seus pacientes e familiares.
“Existem benefícios e prejuízos advindos dessas tecnologias. O desafio é saber usá-las na dose certa. Nestes contextos, o pediatra tem um papel central, pois, pode ser o agente de mudanças ao orientar os pais a agirem diante de cenários de risco.”






