Um legado que ficou
Entenda por que Gavazzoni, que pediu para deixar o cargo de secretário de Estado da Fazenda, era considerado o braço direito de Colombo

A notícia de que o então secretário de Estado da Fazenda, Antonio Gavazzoni, deixaria o cargo, na semana que passou, pegou até mesmo o governador Raimundo Colombo de surpresa. Citado pelo diretor da empresa JBS Ricardo Saud, em sua delação a investigadores da Operação Lava Jato, como envolvido em recebimento de suposta propina para a campanha ao governo de 2014, Gavazzoni afirmou que vai se dedicar a comprovar "que nada do que foi dito por criminosos confessos é verdadeiro".
Ele assumiu a pasta pela primeira vez em dezembro de 2008, permanecendo até março de 2010. Após presidir a Celesc entre 2011 e 2012, voltou à Fazenda em janeiro de 2013. Antes disso, em 2007, foi secretário de Estado da Administração. Em sua gestão foi criado o IPREV.
Homem de confiança do líder do Executivo, Gavazzoni esteve à frente de processos que são verdadeiras marcas do governo Colombo. Foram medidas que garantiram equilíbrio para as contas públicas e ajudaram a honrar os compromissos como não aumentar impostos e não atrasar salários de servidores. Entenda as principais:
Ações que fizeram a diferença
Aumento da arrecadação
No final de 2008, enchentes e deslizamentos atingiram 101 municípios, o que refletiu em uma significativa queda do PIB. Gavazzoni instituiu a Política da Meritocracia com os servidores da Fazenda em abril de 2009 para gratificação aos servidores responsáveis pela redução da inadimplência. O resultado foi um aumento de 7,5% da arrecadação em 2009, comparado a 2008. De 2009 a 2016, o crescimento foi de 124%.
Reforma da Previdência
Em 2015, Gavazzoni esteve à frente da reforma da previdência do Estado. A economia chega a R$ 838,2 milhões.
Segurança Pública
Gavazzoni esteve à frente da decisão da maior contratação da história da PMSC em 2017: 1.084 novos policiais chamados em fevereiro de 2017.
Renegociação da Dívida
Gavazzoni liderou a renegociação da dívida com a União, para questionar a cobrança de juros compostos. O resultado garantiu desconto de 100% da dívida no segundo semestre de 2016 e estabeleceu maior prazo de pagamento. Em um ano, SC já economizou R$1,08 bilhão.
Reestruturação administrativa
Em 2015, o secretário liderou a fusão de empresas da administração indireta e mudança no status de secretarias para agências de desenvolvimento regional, o que vem gerando uma economia de R$ 5 milhões/ano. Em 2016, o governo encaminhou à Alesc o projeto de lei que extingue a Codesc e a Cohab. Além disso, deu início à extinção da Bescor. A estimativa é de uma economia anual de mais de R$ 42 milhões.
Com informações de Rede Catarinense de Notícias (Agência Adjori). Texto revisado pela redação.






