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SC conquista centros tecnológicos de R$ 385 milhões para setor de óleo e gás

Empreendimentos serão instalados no Instituto SENAI de Inovação em Joinville e são resultado de parceria entre o SENAI/SC e a Petrobras; o anúncio dos investimentos é nesta sexta-feira (6), em evento com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, e o governador Jorginho Mello, às 11h, no Instituto SENAI em Joinville

SC conquista centros tecnológicos de R$ 385 milhões para setor de óleo e gás

Empreendimentos serão instalados no Instituto SENAI de Inovação em Joinville e são resultado de parceria entre o SENAI/SC e a Petrobras; o anúncio dos investimentos é nesta sexta-feira (6), em evento com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, e o governador Jorginho Mello, às 11h, no Instituto SENAI em Joinville

Com investimentos de R$ 385 milhões, Joinville se transformará em um polo de tecnologia de excelência em desenvolvimento de equipamentos de grande porte para o setor de óleo e gás. Três centros tecnológicos serão instalados no Instituto SENAI de Inovação e são resultado de parceria entre o SENAI/SC e a Petrobras.

O anúncio dos investimentos é nesta sexta-feira (6), em evento com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, e o governador Jorginho Mello, às 11h, no Instituto SENAI em Joinville.

Entre as estruturas, está o Centro Tecnológico de Manufatura e Sistemas Cibermecânicos (Cetemo). O projeto, apresentado pelo SENAI de Santa Catarina, foi selecionado em chamada pública da Petrobras, em nome do Consórcio Libra - parceria entre a estatal, a Shell Brasil, TotalEnergies, CNPC Brasil Petróleo e Gás e CNOOC Petroleum Brasil.

O Cetemo, orçado em R$ 283 milhões, se une aos Centros Tecnológicos de Robótica e a Laser, que também são resultado de parceria entre os Institutos SENAI de Inovação em Joinville e a Petrobras. Os acordos foram firmados em 2023 e os dois centros estão em fase de implantação, com mais de R$ 102 milhões em investimentos. Essas duas estruturas estarão focadas na evolução tecnológica em manutenção aditiva a laser e robótica para o setor de óleo e gás. Entretanto, outros segmentos industriais, como o automotivo, aeroespacial, energia, naval, mineração e de transporte, também serão beneficiados.

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Seleme afirma que a nova estrutura traz uma série de oportunidades para a ampliação da competitividade nacional no setor de óleo e gás e para o desenvolvimento da cadeia metalmecânica da região.

“O Brasil passa a incorporar uma tecnologia que ainda não domina e, de imediato, Santa Catarina se beneficiará de parcerias internacionais”, explica o presidente da FIESC. “Além disso, o novo centro promoverá o desenvolvimento de uma cadeia nacional e regional de suprimentos”, acrescenta Seleme, ao lembrar que, em um raio de 100 quilômetros de Joinville, existem pelo menos uma dezena de indústrias de fundição que podem absorver o fornecimento de peças de elevado valor agregado à Petrobras e outras empresas do setor. O Cetemo inclui edificação física de 3,3 mil metros quadrados e aquisição de equipamentos inéditos no Brasil. A nova estrutura deverá entrar em operação em aproximadamente 36 meses.

Desenvolvimento de tecnologias e capacitação profissional

“O modelo de negócios a ser adotado prevê o uso das máquinas por empresas parceiras para a fabricação de componentes, mas sua ênfase continuará nas atividades-fim do SENAI: desenvolvimento de novas tecnologias, que é o foco dos institutos de inovação, além da educação profissional”, diz o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira.

“Nós vamos desenvolver novas tecnologias que podem ser incorporadas pela própria parceira e por outros fornecedores”, acrescenta Pereira.

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Nos últimos anos, os Institutos de Inovação do SENAI em Joinville e em Florianópolis desenvolveram uma série de equipamentos, dentre os quais, estão os robôs de pintura de plataformas marítimas (que aumenta a segurança do trabalho e reduz custos) e de limpeza de dutos do pré-sal (também visando à redução de custos). “Os centros tecnológicos que estamos estruturando são plataformas estratégicas de inovação que fortalecem a capacidade da indústria brasileira de desenvolver soluções de alto valor agregado e impulsionam a formação de talentos para setores como o automotivo, aeroespacial, naval, energia e mineração”, elenca Pereira. Cézar Siqueira, gerente geral de pesquisa, desenvolvimento e inovação para o desenvolvimento da produção do Centro de Pesquisas CENPES da Petrobras, explica que o investimento em tecnologia nacional e o fortalecimento da cadeia de fornecedores brasileiros é um compromisso da entidade.

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