Paulo Bauer defende gestão pública em parceria com as universidades
O candidato a governador Paulo Bauer participou do debate no Diretório Central dos Estudantes da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) nesta segundafeira (18) em Criciúma. Durante sua fala, reafirmou os compromissos com a população do Estado e garantiu para um auditório lotado que defende e manterá a proporção de 90% dos recursos oriundos do Artigo 170 para as universidades comunitárias e 10% para as instituições privadas do ensino superior.
“Sei que existem projetos que pretendem modificar essa proporção, mas não sou favorável a eles”, declarou Bauer, que foi um dos autores do projeto que deu origem ao Artigo 170 da Constituição Catarinense, ao lado de Salomão Ribas Junior, na Assembleia Legislativa. O candidato defendeu ainda que esse valor de referência deve aumentar conforme se eleva a arrecadação do Estado e não sobre o orçamento do governo, como é feito atualmente.
No segundo bloco do debate, dedicado à troca de perguntas entre os candidatos, Bauer solicitou a Janaina Deitos (PPL) sua opinião a respeito da participação das universidades na gestão pública –ideia que defende. A candidata afirmou que se trata de uma boa ideia e Bauer aproveitou a réplica para explicar que confia no potencial das universidades catarinenses, nas quais enxerga “muita inteligência e qualificação”.
O candidato citou o exemplo do ex-prefeito de Criciúma, o também tucano Clésio Salvaro, que utilizou a estratégia durante sua gestão na cidade. “As obras públicas que foram fiscalizadas pelas universidades da região ficaram mais baratas, foram concluídas com mais rapidez e tiveram mais qualidade”, lembrou.
Quando questionado sobre quais mudanças considera necessárias para o ensino superior, Bauer afirmou que é fundamental trabalhar o setor junto ao governo federal. “Precisamos ter Aécio Neves eleito presidente – ele tem profunda preocupação em melhorar o sistema universitário brasileiro. O governo precisa passar por uma alteração para que as instituições, tais quais a Unesc, tenham menos custos e mais investimentos”, argumentou. Bauer também relembrou que enquanto secretário de Estado da Educação no governo de Vilson Kleinubing, em 1992, foi exatamente este tipo de ação que realizou. “Pudemos dar mais autonomia à Udesc ao elevar a porcentagem da arrecadação estadual investida nas universidades”, explicou.
No terceiro bloco, o candidato Gilmar Salgado criticou Bauer por ter comemorado a definição de 10% de investimentos federais previstos pelo Plano Nacional de Educação (PNE). O candidato da coligação Muda Brasil, Muda Santa Catarina defendeu que se trata de um bom percentual, mesmo que ainda não esteja no patamar ideal. “O grande problema é que o PNE levou quatro anos para ser votado no Congresso, pois o governo, que tem ampla maioria nas duas casas, não priorizou o andamento dessa proposta fundamental para a educação do país”, lamentou Bauer.
O último bloco do debate contou com questionamentos da plateia. Paulo Bauer recebeu uma pergunta referente ao financiamento de campanhas e assegurou ser favorável ao financiamento público. “Infelizmente o PT não fez a reforma política que prometeu durante a campanha passada, apesar de ter a maioria dos votos no Congresso”, disse. Também participou do debate a candidata Marlene Socas (PCB). Os candidatos Afrânio Boppré (PSOL) e Vignatti (PT) justificaram suas ausências. O candidato à reeleição, Raimundo Colombo (PSD), mantém a política de participar de somente alguns debates e não compareceu ao evento na Unesc.






