Manifesto "Para onde caminha Santa Catarina?" repercute no Estado
Documento elaborado durante o Congresso da Adjori/SC em conjunto com as principais entidades catarinenses é apresentado durante Congresso de Prefeitos

Lideranças empresariais, acadêmicas, comerciais e industriais de Santa Catarina participaram de uma mesa-redonda durante o 46o Congresso da Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina (Adjori/SC), para discutir soluções comuns ao desenvolvimento dos 295 municípios catarinenses. Os debates resultaram no documento intitulado "Para onde caminha Santa Catarina?" elaborado em conjunto com a Agência de Gestão, Desenvolvimento Científico, Tecnologia e Inovação (Agetec) da Unisul.
Na mesa-redonda estiveram presentes os presidentes da Adjori/SC, Miguel Ângelo Gobbi; da Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio-SC); Bruno Breithaupt; da Federação de Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte; da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL/SC), Ivan Tauffer; da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc),José Zeferino Pedrozo;ea prefeita Sisi Blind, vice-prefeita da Federação Catarinense de Municípios (Fecam).
Miguel Gobbi avalia que Santa Catarina será o primeiro Estado a unir-se em busca de soluções coletivas, justamente às vésperas das eleições, em torno de propostas comuns aos municípios. "A nossa bandeira é a integração de Santa Catarina; elevar a força e a autoestima de quem produz, de quem vende, de quem faz, ou seja, de quem tem orgulho de ser catarinense" diz ele.
O presidente da Adjori/SC explica que o movimento "Para onde caminha Santa Catarina?" não compreende propriamente estratégias de negócios. O objetivo é deflagrar um processo de unificação de interesses por um Estado ainda melhor. "Juntos, repito, nós podemos e faremos a diferença" diz ele.
A posição das instituições
Avice-presidente da Fecam e prefeita de São Cristóvão do Sul, Sisi Blind, ressaltou que o país passa por um momento difícil em áreas econômicas e políticas. "A atenção deve ser redobrada nos municípios, pois é ali que a vida e as relações acontecem. A gestão pública precisa reestruturar algunsprocessos,como o Pacto Federativo e a distribuição de recursos", pontuou. Para ela, o futuro do Estado depende da participação ativa da comunidade nas ações políticas.
O setor varejista foi exposto pelo presidente da FCDL/SC, Ivan Roberto Tauffer, e, de acordo com ele, o tema necessita ser discutido com todas as classes para se obter o resultado esperado. "Há ações que requerem avanços. O varejo é uma área dinâmica que reage rápido em situações adversas. Vejo que precisamos chamar a responsabilidade para todos os setores. Estamos carentes nas áreas políticas, fiscais e de infraestrutura", salientou.
Na área de agricultura, o principal pedido é a melhoria da infraestrutura das estradas, pois são através delas que os insumos percorrem no Estado. "Santa Catarina deve viabilizar melhores condições de transporte para que as cidades permaneçam abastecidas", frisou o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo. Conforme ele, só assim a referência do Estado permanecerá em âmbito nacional e internacional.
Durante o evento, Glauco José Côrte, presidente da Fiesc, destacou o crescimento nos setores de agricultura e transporte em Santa Catarina e também a importância da formação da nova geração que, no futuro, atuará em profissões que ainda são desconhecidas, já que a tecnologia tem se desenvolvido rapidamente.
O presidente da Fecomércio- SC Bruno Breithaupt, ressaltou que SantaCatarina é destaque no setor comerciário no Brasil, mas o setor ainda passa por uma crise e busca formas de poder driblar o momento difícil.
Ao final do evento, todos os representantes assinaram o documento que também será entregue à Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), subscrevendo o que se espera para o Estado nos próximos 30 anos.
Documento repercute entre as entidades
O presidente da Adjori/SC, Miguel Gobbi, foi convidado para fazer a leitura do manifesto "Para onde caminha Santa Catarina?" durante o Congresso de Prefeitos, realizado em Florianópolis.
Gobbi fez questão de lembrar que a Adjori teve o privilégio e a oportunidade de vivenciar um momento singular, importante e inédito, referindo-se ao debate realizado a presença das principais organizações empresariais e representações de gestores públicos municipais.
Santa Catarina transformouse num Estado com economia diversificada e desconcentrada, diz Gobbi, propiciando o alcance da qualidade de vida em cada cidade. O presidente da Adjori/ SC também ressaltou que Florianópolis é a única capital que não concentra a maior população do Estado e nem lidera o ranking da economia,oque,paraele,mostra a força do interior. "É importante lembrar, com orgulho, que já no começo dos anos 60, Santa Catarina preservava e valorizava suas microrregiões".
O papel da imprensa
Na avaliação de Miguel Gobbi, os jornais do interior são capazes de representar os anseios de cada catarinense. Por isso diz ele, a Adjori estará unida em torno de propostas que possam provocar as reações necessárias para neutralizar qualquer indício de dormência econômica. Na maioria das vezes, avalia, essas situações são identificadas e pautadas pelos próprios veículos.
A partir de agora será criado um grupo de trabalho para acompanhamento e aprimoramento de ideias apresentadas, com base num planejamento integrado e com ações direcionadas à revitalização do modelo de desenvolvimento catarinense.
Com informações de Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.







