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“Isso é fomento: ter um diagnóstico profundo, uma identidade forte e uma ação”

O governador Raimundo Colombo reservou parte da manhã desta segunda-feira (22) para receber a equipe da Agência Adjori de Jornalismo na Casa da Agronômica, em Florianópolis, para responder perguntas enviadas de municípios de todas as regiões do Estado. Os questionamentos foram elaborados por representantes de jornais da Adjori. Durante a conversa, Colombo falou das profundas mudanças que pretende realizar nas Secretarias de Desenvolvimento Regional (SDRs), das melhorias na distribuição de energia elétrica, da fiscalização de obras e sobre investimentos nas regiões.

“Isso é fomento: ter um diagnóstico profundo, uma identidade forte e uma ação”
Entrevista: Raimundo Colombo, governador do Estado de Santa Catarina Arquivo Cabeço Negro

Agência Adjori de Jornalismo (pergunta enviada pela jornalista Liange Caroline Gattermann, Folha do Oeste, de São Miguel do Oeste) – Dez regiões do Estado foram beneficiadas com a instalação de polos de inovação tecnológica. O Extremo Oeste ficou fora dos planos. Qual a projeção para a implantação de novos polos regionais?

Raimundo Colombo – Nós fizemos esses centros nos maiores aglomerados do Estado. O primeiro deles é em Chapecó. E o segundo do Oeste vai ser na região de Joaçaba. Esse é um projeto novo ainda, que precisa ser medido, avaliado. Tem um conceito técnico muito interessante, em que você tem o governo, a iniciativa privada e a universidade. É uma experiência que, na Espanha, deu certo e que vamos implantar aqui. É nos maiores polos, justamente, porque ali você tem estes três componentes muito bem identificados. Essa é uma economia totalmente nova, só que não é uma coisa fácil de operacionalizar. Então, para a gente levar para cidades do porte de São Miguel do Oeste é uma segunda etapa.

Adjori (pergunta enviada pelo editor do Jornal Metas, de Gaspar, jornalista Alexandre Melo) - O Vale do Itajaí é uma região próspera, que gera a arrecadação de muitos impostos. Porém, não tem o merecido retorno em obras e investimentos. Em Gaspar, por exemplo, obras de duas pontes parecem não "andar". Uma é a Ponte do Vale, que está com as obras paradas há um ano (a obra é federal, mas o que o governo pode fazer para acelerá-la?). A outra é a ponte de Ilhota.

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Colombo – A ponte de Gaspar é uma obra federal. A de Ilhota o governo do Estado está realizando em parceria com o governo federal. Estamos já na fase de fazer as pistas, os pilares já estão todos prontos, e já começou. Nós tivemos que tirar uma empresa que tinha ganhado a licitação, mas não teve capacidade de fazer a obra, então tiramos e colocamos outra, que está indo muito bem e temos a expectativa de terminar logo. Mas as pessoas não estão dando importância devida de um investimento de mais de R$ 1 bilhão em parceria com o governo federal para obras como a construção de barragens, a construção da comporta, a retificação de rios... porque eu acho que o principal problema da região do Vale são as enchentes. E nunca na história de Santa Catarina se fez um investimento como o que nós estamos fazendo. Então, dizer que o Vale não está recebendo atenção não é justo, porque só aí é R$ 1 bilhão. Fora todas as outras obras, como o governo federal acelerando as obras da BR-470, que está sendo feita.

Adjori (pergunta enviada por Manfredo Goede, do Jornal de Pomerode, de Pomerode) - As obras de revitalização da SC-110, em Pomerode, ainda não passaram de promessa. O lugar é notícia pelo alto índice de acidentes com mortes. Quando estas obras deixarão de ser projeto?

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Colombo – Nós assinamos o contrato da empresa. É uma obra de 12 quilômetros de restauração. O contrato foi assinado em abril de 2014 e o valor da obra é de R$ 11,5 milhões. A empresa recebeu, até agora, apenas R$ 470 mil. Eu liguei para o empresário e disse que ou ele acelera ou... e ele se comprometeu a acelerar. Eu passei por lá esses dias e vi que estava pequeno o movimento.

Adjori (pergunta enviada pelo editor do Jornal Metas, de Gaspar, jornalista Alexandre Melo) – Por falar na região do Vale, lá há três Secretarias de Desenvolvimento Regional (SDRs) - Brusque, Blumenau e Itajaí - muito próximas umas das outras. Como se dará a reestruturação das SDRs? Não seria o caso de unificá-las? O senhor poderia dar mais detalhes sobre esta reestruturação?

Colombo - Além todas estas atribuições operacionais, como manutenção de estradas e reformas de escolas, elas vão funcionar como agência de fomento. Como? Cada regional, a partir de março, vai fazer um ciclo de debates e de palestras sobre o que o governo pode melhorar na região. Isso é fomento: ter um diagnóstico profundo, uma identidade forte e uma ação. Todo o governo vai percorrer o Estado e eu vou estar junto. O número de SDRs continua.

Adjori – Os secretários das SDRs continuam sendo secretários?

Colombo – Não, passam a ser superintendentes regionais.

Adjori (pergunta enviada pela jornalista Priscila Noernberg, do Jornal Ótimo, de Canoinhas) – Levando em consideração que o Planalto Norte é uma das regiões com o IDH mais baixo de Santa Catarina, por que ainda não foi adotada uma política forte de subsídios para as empresas se instalarem na região do Planalto Norte?

Colombo – Estive reunido com todos os prefeitos daquela região e pedi para um grupo técnico do Sebrae fazer um diagnóstico profundo da questão econômica regional. Este estudo demonstra o que pode ser feito, que tipo de empresa é possível atrair e que tipo de incentivo pode ser concedido. Para o governo é muito claro que ali o agronegócio tem todas as condições de ser potencializado. Vamos trabalhar muito no fornecimento de energia elétrica. Construímos uma subestação e resolvemos o problema, sendo que a questão energética é um pré-requisito para qualquer investimento. Agora temos que identificar atividades que sejam complementares, como programas de fomento a micro empresas e programas de Tecnologia da Informação. Ainda que não possamos confirmar o nome, existe uma empresa de grande porte que está disposta a fazer um investimento naquela região, que é de instalar um frigorífico.

Adjori (pergunta enviada pela jornalista Kely Matos, Correio dos Lagos, Anita Garibaldi) – Como está o andamento dos projetos e recursos para as ligações asfálticas entre os municípios de Anita Garibaldi e Celso Ramos, na Região dos Lagos?

Colombo – A pavimentação do trecho Anita Garibaldi - Celso Ramos é uma obra orçada em aproximadamente R$ 40 milhões. Nesse momento a empresa está adequando o projeto e verificando as licenças ambientais, já que houve algumas mudanças estruturais. Então, só faltam estes documentos. A ordem de serviço já foi dada.

Adjori – O Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam) foi um dos carros-chefe do seu último mandato. Como o cidadão catarinense pode fiscalizar o uso destas verbas?

Colombo – Dos 295 municípios, 274 já receberam recursos, o que representa um investimento de R$ 505 milhões. A próxima fase é a de conclusão das obras e a expectativa é de voltar com o Programa em 2016. Quem define as prioridades são os prefeitos. Qualquer catarinense pode acompanhar o uso das verbas nos portais do BRDE e do governo.

Com informações da Agência Adjori de Jornalismo / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.

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