Governo fechará ano com déficit de R$ 1,1 bilhão
Governador Eduardo Pinho Moreira fez um balanço das contas do Estado e apresentou as medidas que estão sendo tomadas

Os presidentes da Associação de Jornais do Interior (Adjori-SC), Miguel Ângelo Gobbi, da Associação de Diários do Interior (ADI-SC), Ámer Felix Ribeiro, e da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert), Marcello Corrêa Petrelli, reuniram-se na tarde de13desetembro como governador Eduardo Pinho Moreira, que apresentou um diagnóstico das contas do Estado e atual situação dos serviços públicos. O encontro foi acompanhado por jornalistas ligado sas três associações.O encontro aconteceu na sede da Associação Empresarial de Florianópolis(ACIF)efoiaberto pelo presidente da entidade, Luciano Rossi Pinheiro.
Pinho Moreira estava acompanhado dos secretários da Fazenda,PauloEli,daSegurança Pública, Alceu de Oliveira, da Comunicação, Gonzalo Pereira, e, quase ao final do encontro, também o da Saúde, Acélio Casagrande. O governador elogiou a preocupação das entidades em acompanhar a real situação do governo e fez uma apresentação de dados, começando pela situação em que teria recebido o Executivo,emfevereirode2018.
Dizendo que não iria citar nomes, ele apontou como um dos problemas mais graves ao assumir o governo, o limite da folha ultrapassado, chegando aos 49,73%; a dívida de R$ 19,5 bilhões em empréstimos bancários e a dívida de R$ 1 bilhão na Saúde. Outro agravante era que o Estado não possuía a certidão negativa dos precatórios, impedindo o recebimento de recursos federais. A questão somente foi resolvida há duas semanas, após uma decisão liminar do ministro Gilmar Mendes,do SupremoTribunal Federal(STF).
Na avaliação d opresidente da Adjori-SC,o período eleitoral é um momento que exige extrema cautela por parte da imprensa. Duran tea campanha,dizele,muitos candida tosa cargos eletivos divulgam dados que nem sempre são verdadeiros. "É importante que o governo tenha o máximo de transparência nas informações que servem para subsidiar os veículos de comunicação”.
Enxugamento da máquina
Moreira apresentou uma lista de ações colocadas em prática desde fevereiro, quando assumiu o governo de Santa Catarina, após a saída de Raimundo Colombo. Uma das medidas mais exitosas foi a não renovação de benefícios e renúncias fiscais. Entretanto, o governador não falou em valores exatos, mas garantiu que boa parte do caixa que vem conseguindo manter é justamente por conta dessa medida.
Escassez de recursos
Ao apresentar os dados, Moreira fez questão de ressaltar a pressão que o governo sofre para ajustar a questão financeira. No período de 2010 a 2017, a folha de pagamento cresceuR$6,2bilhões,oequivalentea109,2%, frente a um índice inflacionário de menos de 53%. De dezembro de 2011 a dezembro de 2017, a dívida pública de Santa Catarina saltou deR$11,8bilhõesparaR$19,6bilhões.
Mesmo em condições adversas, afirma Moreira, a atual equipe de governo conseguiu colocar a folha dentro do limite prudencial (48,85% sobre a receita), além de manter a aplicação dos 14% da receita do Estado, garantidos por lei,para a área da Saúde.
Com informações de Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.






