Em busca do mandato parlamentar em Brasília
129 candidatos disputam uma das 16 cadeiras destinadas à Santa Catarina na Câmara Federal. Em 2010, foram registradas 170 candidaturas

Dos 145 nomes registrados na Justiça eleitoral, 129 foram considerados aptos para a disputa ao legislativo federal. Para engrossar a nominata de candidatos, alguns partidos políticos catarinenses repetiram as alianças seladas na coligação majoritária e outros fizeram composições diferentes. Cinco deles, mantiveram-se sem alianças. Confira.
Partidos e coligações
Coligação - PSD, PMDB, PR, PTB, PSC, PSDC, PROS, PV, PRB, PCdoB, PDT e DEM - Juntos, os 12 partidos vêm para o pleito com 34 candidatos.
Coligação A Força para a Mudança - PP, PPS, PRTB, PHS, PSDB, PEN, SD, PTC e PSB. Reunindo, 9 agremiações partidárias, a coligação entra na corrida eleitoral com 38 nomes.
Coligação Santa Catarina para Todos - PPL e PMN. Os dois partidos reúnem 6 candidatos.
Coligação Esperança de Mudança - PSL, PTN e PTdoB apresentaram 9 candidaturas.
Sem coligação PT - 17 candidatos PRP - 15 candidatos PSOL - 7 candidatos PSTU - 2 candidatos PCB - 1 candidato
Eleição proporcional
A eleição para o Senado e para o Executivo (presidente, governador, prefeito) é chamada de eleição majoritária, pois vence aquele que obtiver maior número de votos válidos. Já a eleição para o Legislativo (Câmara federal, assembleias estaduais e câmaras municipais) é proporcional. Nem sempre quem obteve mais votos é eleito. Isto porque a conta é feita com base no quociente eleitoral, definido como o total de votos válidos, dividido pelo número de vagas. E é a partir desse quociente que se chega ao quociente partidário, que vai definir quantas vagas serão destinadas a cada partido na eleição.
Peso financeiro
O número de deputados federais eleitos pela legenda define, também, o valor do Fundo Partidário que cabe a cada agremiação política. O Fundo é constituído, majoritariamente, por verba da União, ou seja, por dinheiro de impostos. O peso numérico do partido na Câmara federal tem outro fator de importância: o tempo na propaganda partidária. Quanto mais deputados, mais tempo na TV.
Puxadores de votos
Essa é a razão pela qual os partidos buscam ter candidatos considerados puxadores de voto - figuras públicas como artistas e esportistas - capazes de ajudar a eleger maior número de correligionários. Exemplo recente é o do palhaço Tiririca que, com mais de um milhão de votos, ajudou a eleger mais parlamentares para o seu partido, o PR, em São Paulo, em 2010.
Fundo Partidário
O Fundo Partidário foi instituído em 2004 e, naquele ano, destinou aos partidos R$124,8 milhões conforme dotação orçamentária prevista em lei. Saltou para R$197 milhões, em 2010, e para R$ 307,3 milhões em 2011. Em 2014, a previsão é que chegue a R$ 364,3 milhões.
Nanicos
Os partidos considerados nanicos, pois têm pouca ou nenhuma representatividade na Câmara federal, recebem, também, uma parcela do Fundo partidário. Pela lei, 5% do Fundo é distribuído igualitariamente a todos os partidos registrados no TSE. Os outros 95% é que têm distribuição de acordo com a representatividade do partido na Câmara.
Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.






