SEE JORNAISQuinta-feira, 15 de outubro de 2026Leia também: Jornal Parole
PublicidadeAnúncio de OCROEDEL

"Devolvemos R$ 85 milhões"

Em entrevista à Rede Catarinense de Notícias, o presidente da Alesc, Silvio Dreveck, falou sobre o comando das ações legislativas durante o ano de 2017 e elencou os principais projetos aprovados na Casa. Entre eles, várias medidas de ajuste que permitiram a economia de R$ 10 milhões

"Devolvemos R$ 85 milhões"
DIVULGAÇÃO

Rede Catarinense de Notí cias - Como foi conduzir os trabalhos legislativos durante este ano, num contexto de instabilidade tanto política quanto econômica?

Sílvio Dreveck - Foi um aprendizado. Uma coisa é ser deputado. Outra coisa é ser depu tado e presidente da Assembleia Legislativa. Ter que administrar um orçamento de quase meio bilhão de reais. Lembrando que isso envolve deputados, gabinetes, patrimônio. Enfim, toda a estrutura da Alesc.

RCN - Quais as principais iniciativas e decisões tomadas durante este ano?

Dreveck - Em apenas um ano não é possível fazer mega- -projetos. Temos que trabalhar com o “pé no chão”. Decidimos estabelecer a meta de reduzir as despesas da Assembleia. Isso foi possível com a redução de gratificações, de diárias, e a revisão dos contratos. O maior impac to de redução foi a contratação de policiais da reserva para a segurança da Casa. Com essa medida, os profissionais responsáveis pela segurança do poder Legislativo deixaram de receber gratificações e puderam voltar às ruas, aumentando o número de efetivos. Desta forma, foram dois ganhos. Com essas decisões, foram economizados cerca de R$ 10 milhões. Essa economia foi principalmente do setor de pessoal. Além disso, devolvemos R$ 50 milhões diretamente para o Tesouro do Estado. Também R$ 35 milhões foram repassados para o Tribunal de Justiça e para o Ministério Público.

PublicidadeAnúncio de HB

RCN - A Federação das In dústrias de

Santa

Catarina

(Fiesc) fez fortes críticas aos poderes em relação à estrutura de rodovias. O que a Alesc tem feito para apoiar este setor?

Dreveck- Se não fizer conces - sões de algumas rodovias, que são estratégicas, não adianta prometer para a Fiesc ou para qual quer outra entidade que haverá uma solução com recursos do governo. Então, qual é o caminho? Investir onde é viável, mes mo que seja com empréstimos, e nas rodovias onde é possível, fazer a concessão. Sobre as rodovias federais eu sou um pouco mais crítico. Concordo que o retorno do governo federal é muito aquém do que precisamos. E se não dermos celeridade para fazer essas concessões, vamos continuar somente cobrando.

RCN - Quando se fala em concessão de rodovias, quais seriam as mais urgentes?

Dreveck -Em se tratando de rodovias federais, acredito que a BR-470 e a BR-280. Também temos a BR-282 que precisa de investimentos, mas ainda são situações pontuais. Nas rodovias estaduais temos a SC-418. Temos, no Vale do Itajaí, a rodovia Jorge Lacerda. Acredito que essas precisam de ações urgentes.

RCN - Quais projetos mere cem destaque em 2017?

Dreveck - Procuramos agili zar projetos parados na Assem bleia. Primeiramente, foi dado o devido encaminhamento aos 90 vetos que estavam pendentes. O segundo passo foi dar prioridade aos projetos em regime de urgência, mas que já tinham ultrapassado a data. Posteriormen te, demos sequência aos demais. Acredito que a Assembleia teve, em 2017, uma produtividade muito boa. Enfrentamos projetos polêmicos que chegaram à Casa durante o ano. Destaco alguns que considero importantes. O primeiro deles é o projeto que permite ao Estado estabelecer parcerias público-privadas em infraestrutura, por meio de concessões. O Brasil vive hoje um período de dificuldades. Há uma necessidade de infraestrutura que está ficando muito longe do que a população precisa. E com esse projeto o governo, agora, poderá fazer isso.

PublicidadeAnúncio de BIA TÊXTIL

O segundo projeto que con sidero que foi importante foi autorizar o governo do Estado a acessar empréstimo junto ao BNDES, na ordem de R$ 1,5 bilhão, para repassar os recur sos aos municípios, sem a ne cessidade de que eles façam a devolução. Porém, a estimativa é de que o BNDES faça a libe ração de R$ 700 milhões. Para o Estado demonstrar o desejo de fazer economia, aprovamos a extinção de algumas empresas públicas. Outro projeto impor tante para Santa Catarina foi a renegociação da dívida pública. Com isso, o Estado conseguiu o alongamento da dívida e a redução da taxa de juros em 5%, aproximadamente. Em 10 anos será gerada uma economia aproximada de R$ 8 bilhões.

RCN - Quais as perspectivas para o próximo ano?

Dreveck - Meu mandato vai até 31 de janeiro, pelo acordo que nós temos. Esse é meu compro misso com o deputado Aldo Scnei der. Ele que defi nirá as priori dades e as metas da Assembleia a partir do dia 1o de fevereiro.

Com informações de Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.

Leia também em Santa Catarina

Receba as notícias de Apiúna e região

Um aviso quando sair matéria importante. Sai quando quiser.