Colombo pede propostas para o país aos governadores
No encontro para discutir a negociação das dívidas dos estados, o governador catarinense propôs a criação de um Grupo para "formular propostas para a retomada do crescimento"

Apesar de ter dito aos jornalistas que convidou para um café da manhã na Casa d'Agronômica, no final de janeiro, e que não se vê como uma influente liderança nacional, e que "minha agenda prioritária é fazer um bom governo em Santa Catarina", o governador Raimundo Colombo chegou a surpreender seus colegas de outros estados brasileiros reunidos em Brasília, no primeiro dia de fevereiro, ao defender a ideia da criação de um Grupo para, em um mês, apresentar propostas para o Brasil.
"É necessário o esforço de todos os governantes para proteger os empregos e garantir a retomada dos investimentos em todo o país, e para isso precisamos desenvolver uma série de ações estruturais e emergenciais. A proposta é de que agora realizemos fóruns para apresentar à nação questões como a reforma da Previdência, a reforma do Estado, que precisam ser levadas ao Congresso para que isso realmente represente a retomada do crescimento de forma consolidada", afirmou Colombo.
Foi o primeiro passo dele no sentido de buscar a unidade dos governadores e mesmo dos políticos em torno de uma proposta para o país. Colombo quer a construção de um documento com metas. "Em encontros como o de hoje, nós temos que aproveitar não para lamentar as dificuldades dos governos, mas para procurar agir como força política no sentido de construirmos as mudanças de que o Brasil precisa, mudanças estruturais fundamentais que reduzam os custos dos estados. É o momento de nos agigantarmos diante das dificuldades", defendeu.
Porém, com relação à dívida do Estado com a União, Colombo diverge bastante do que está sendo exigido pelo Planalto. No final de dezembro, a presidente Dilma assinou o decreto que regulamenta a aplicação do novo indexador das dívidas dos estados, Distrito Federal e municípios, com a União. A data de 31 de janeiro foi estabelecida como limite para a aplicação do indexador. Santa Catarina não assinou o aditivo que enquadraria o Estado na mudança de cálculo.
"A questão da dívida dos estados é fundamental. Nós não concordamos com os levantamentos feitos pelo governo federal. Os números são muito diferentes, com prejuízos para os estados", defendeu Colombo. "Estamos há meses tratando disso, com consultorias especializadas. Nosso esforço é pelo entendimento". No entanto, ele não descarta a alternativa de que o governo do Estado leve a discussão para a Justiça.
Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.





