Catarinenses representados na Marcha dos Municípios, em Brasília
Revisão do Pacto Federativo é a principal bandeira dos prefeitos de todo o país. Presidente da Fecam, o catarinense José Caramori, defende a valorização do lugar onde as pessoas vivem

A revisão do Pacto Federativo, bandeira permanente da Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina (Adjori/SC) e da Associação Nacional dos Jornais do Interior do Brasil (Adjori Brasil), é a principal reivindicação de prefeitos de todo o país durante a XVIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em Brasília.
"Nunca presenciei uma crise tão grande como a de agora", lamentou o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, na abertura oficial do evento, terça-feira (26). Um novo Pacto Federativo é urgente para reparar injustiças, na visão do presidente da CNM, mas, na opinião dele, os prefeitos também serão obrigados a fazer ajustes nos municípios. O corte de R$ 21 bilhões de emendas, somado ao ajuste fiscal, impactam diretamente nas finanças das cidades. Além disto, os Restos a Pagar somam R$ 35 bilhões, assim mais de 60 mil obras estão paradas nos municípios, prejudicando a gestão, a população e os empresários. "Será que os prefeitos têm coragem de vir à Brasília devolver os programas federais?" indagou o presidente da entidade municipalista nacional.
O presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) e prefeito de Chapecó, José Caramori, levou uma pauta de reivindicações dos municípios catarinenses. Ele reforçou que sua expectativa é a de que os municípios tenham a valorização que merecem. "A minha expectativa, e com certeza a expectativa dos mais de cinco mil prefeitos brasileiros, é uma só: que nós possamos de fato ter avanços reais nas administrações dos municípios, termos uma visão plena e clara das competências de cada um dos entes federados, de que o país é composto, sobretudo por municípios onde as pessoas vivem, que o sistema de distribuição do bolo tributário é injusto e não pode continuar desta forma a esta questão falimentar dos municípios brasileiros ainda temos as questões das reformas outras que estão sendo discutidas e que não avançam na velocidade que deveriam avançar".
Com informações da Rede Catarinense de Notícias (Adjori/SC). Texto revisado pela redação.




