Candidatos recebem da Adjori e da Fiesc o Manifesto do Pacto Federativo
Pouco antes da sabatina que reuniu os candidatos Cláudio Vignatti, Paulo Bauer e Raimundo Colombo, eles receberam o documento que pede a inclusão do Pacto no programa de governo.

Os presidentes da Fiesc, Glauco José Côrte, e da Adjori, Miguel Gobbi, entregaram aos candidatos ao governo do Estado o Manifesto das Lideranças em Defesa do Pacto Federativo, resultante do Seminário Nacional sobre o tema realizado pelas duas entidades no dia 9 de maio, em Florianópolis.
A entrega foi feita pouco antes do início do painel promovido pela Fiesc na sexta-feira (8) com os candidatos Cláudio Vignatti, Paulo Bauer e Raimundo Colombo, quando foi entregue a Carta da Indústria, com 126 ações sugeridas pelo setor industrial para o desenvolvimento do Estado.
"Passados 26 anos da promulgação da Constituição de 1988, o Brasil assiste atônito e impotente à quebra de uma das cláusulas pétreas (artigo 60, parágrafo 4°, inciso I, CF/88) de sua Carta Magna: a forma federativa do Estado", diz o Manifesto das Lideranças em Defesa do Pacto Federativo, fazendo crítica "ao poder cada vez mais concentrado em Brasília, resultado de desastradas políticas que levaram ao endividamento e à guerra fiscal entre os estados, quebra de bancos regionais e a atribuição de responsabilidade pela execução de políticas básicas, como Educação e Saúde, aos municípios, sem a devida alocação dos recursos necessários oriundos do bolo orçamentário nacional, aliás, arrecadado exatamente nestes mesmos municípios".
As lideranças a favor do
Pacto Federativo propõem no documento que o tema seja incluído no programa dos candidatos à presidência da República e ao governo do Estado, a organização da "Frente
Parlamentar Federativa"
no Congresso Nacional e a realização de encontros, seminários, congressos e outros eventos nacionais e estaduais, reunindo o poder público e as entidades organizadas da sociedade civil em torno do Pacto Federativo. Leia o documento na íntegra em http://migre.me/kZXUZ.
O Evento
O painel promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) contou com os três candidatos a o governo estadual melhor colocados nas pesquisas.
Participaram Cláudio Vignatti, Paulo Bauer e Raimundo Colombo. A abertura foi realizada pelo presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, que apresentou a Carta da
Indústria, entregue momentos antes aos participantes. O estudo aponta as demandas do setor, elencadas a partir d e pesquisa c o m industriais e do trabalho realizado por meio dos diversos fóruns de discussão da entidade. O objetivo é de que as propostas que constam na Carta da Indústria auxiliem os próximos governantes a formular parcerias para melhorar o desenvolvimento de
Santa Catarina e tornar o ambiente mais favorável à produção.
O primeiro a falar foi Raimundo Colombo, o segundo Paulo Bauer e o terceiro Claudio Vignatti. A
As Propostas | Confira as principais bandeiras levantadas pelos candidatos durante o painel: Raimundo Colombo
Colombo destacou também a criação do Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam), que disponibiliza recursos a cidades catarinenses via BRDE. O candidato reconheceu a elevada carga de impostos, chamando de "arcaico" o atual sistema tributário. O candidato citou a concentração de recursos no governo federal e a complexidade do processo de mudança na distribuição de verbas públicas. Ao falar sobre educação, Colombo falou sobre programas como o Pronatec, a efetivação de professores e a interiorização da universidade estadual (Udesc). Colombo falou da parceria com institutos federais e a otimização no uso dos recursos estruturais existentes.
Paulo Bauer
Bauer afirmou que o Brasil é um dos países que mais arrecada em impostos, e Santa Catarina um dos estados que mais contribui. Porém, mesmo com toda essa arrecadação os recursos não seriam usados da forma correta. Falando em indústria, o candidato disse que são necessárias ações imediatas, o investimento tem que ser principalmente em mão de obra qualificada, com investimentos na educação, como os cursos técnicos. Sobre a distribuição de energia no Estado,
Bauer defendeu que se faz necessária a implantação de parques geradores de energia alternativa e de um plano de gestão para a
Celesc, que tem custos muito elevados hoje.
Cláudio Vignatti
Vignatti defendeu o fim das secretarias regionais - hoje são 36 que, somadas às outras pautas, resultam em 52 secretarias estaduais.
Outro destaque da fala do petista foi a infraestrutura do Estado, que não conta com uma ferrovia e, nas palavras do candidato, não tem um bom aeroporto, nem mesmo uma rodovia estadual duplicada. A distribuição de energia tambéhhm entrou na pauta do político. Ele defende mais qualidade na prestação deste serviço e a redução da tarifa. Vignatti explanou, ainda, sobre a qualidade do ensino público, que deveria ser modernizado, de acordo com ele.
Com informações da Agência Adjori / Fiesc. Texto revisado pela redação.







