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ALESC suspende alteração de alíquotas de ICMS até 31 de agosto

Projeto de Lei que prorroga o prazo dos incentivos foi aprovado nesta quarta, 7, mas ainda precisa de sanção do governador para ter validade

ALESC suspende alteração de alíquotas de ICMS até 31 de agosto

Projeto de Lei que prorroga o prazo dos incentivos foi aprovado nesta quarta, 7, mas ainda precisa de sanção do governador para ter validade

O plenário da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina - ALESC aprovou na tarde desta quarta-feira, 7, a prorrogação da suspensão dos efeitos dos decretos 1.866 e 1.867 até 31 de agosto. Na prática, os deputados dão mais 30 dias para o parlamento, governo e sociedade civil discutirem a concessão de benefícios e acordarem um novo projeto de incentivos. A proposta, que tramita como Projeto de Lei 236, teve 35 votos favoráveis e foi aprovada por unanimidade.

A matéria havia sido aprovada pela manhã, na Comissão de Finanças e Tributação. A Comissão, que tem a autoria do projeto, decidiu adequar o prazo de suspensão dos decretos ao prazo elaborado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O Confaz havia alterado a data limite para os estados apresentarem os benefícios de 31 de julho para 31 de agosto, medida igualada pela Assembleia.

A suspensão dos decretos alivia o setor produtivo. Na regra atual, diversos setores tiveram alteração de alíquota do ICMS, com redução de incentivos e aumento do repasse de imposto. Para ter validade, o PL 236 precisa ainda de sanção do governador.

O PL foi aprovado com emenda do relator deputado Milton Hobus (PSD) que torna a suspensão retroativa a 1º de agosto, barrando qualquer alteração de alíquota antes da discussão final.

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Os principais produtos atingidos são agrotóxicos, itens de prateleira de supermercados, além de trigo, cerâmica vermelha, entre outros. O objetivo da Secretaria da Fazenda é elaborar um novo Projeto de Lei, com o chamado 'rescaldo', aqueles setores que ficaram de fora do Projeto 174, aprovado em julho.

Repercussão

Para o deputado José Milton Scheffer (PP), o projeto traz um norte para o setor agropecuário. Segundo ele, havia instabilidade no setor pela indefinição do assunto, especialmente sobre os agrotóxicos.

O deputado Marcius Machado (PL) disse que é preciso aprofundar a discussão para levar em conta tanto a questão econômica, quanto a saúde dos catarinenses. Segundo ele, "muita gente está sendo prejudicada" pelo uso de agrotóxicos, assim como animais.

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Segundo Milton Hobus (PSD), relator da proposta, cabe ao Estado o controle dos produtos e da dosagem. "Não é aumentando impostos que a gente vai resolver o problema dos agrotóxicos", disse.

"Aumentar imposto é uma medida burra, porque se o Rio Grande do Sul vende com alíquota menor, o que vai acontecer é que nossas lojas que vendem esses produtos vão fechar. Os produtores vão comprar no Rio Grande, ou pior, contrabandeadas do Paraguai, sem rastreabilidade, e prejudicam ainda mais o controle da agricultura saudável", disse Hobus.

Durante sessão da Comissão, o deputado Marcos Vieira (PSDB) leu uma nota assinada por 15 parlamentares ligados ao Oeste mostrando preocupação quanto a retirada de incentivos aos agrotóxicos. Eles temem que a retirada de benefícios prejudique a competitividade do setor agropecuário.

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