Valorização da Vida
“Eu vim para que todos tenham Vida, e a tenham em abundância.” Jesus
Todos os dias ao deperarmos, iniciamos nova jornada, no processo evolutivo de nossas almas.
Segundo o benfeitor espiritual Emmanuel, no livro Vinha de Luz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, no item 169, nos esclarece que (...) O corpo denso, de alguma forma, representa o molde utilizado pela compaixão divina, em nosso favor, em grande número de reencarnações, para reajustar nossos hábitos e aprimorálos.
Muitas vezes, quando somos abatidos pelo desespero ou o desalento, não sabemos agradecer a Deus pelo verdadeiro presente que nos foi ofertado: a vida.
O direito de viver, é o primeiro de todos os direitos naturais do homem. Portanto somos convocados a exercê-la em toda sua extensão, pois que ela, a vida, se estende para além do campo da matéria, em outras dimensões de existência. Todos os cristãos de modo geral, defendem e promovem este direito e se revelam contra qualquer ameaça à dignidade e à vida humana.
João Paulo II, na Encilica Evangelium Vitae, alerta dizendo: "Tudo quanto se opõe à Vida, como seja, toda espécie de homicídio, genocídio, aborto, eutanásia e suicídio voluntário; tudo o que viola a integridade da pessoa humana, como as mutilações, os tormentos corporais e mentais e as tentativas para violentar as próprias consciências; tudo quanto ofende a dignidade da pessoa humana, como as condições de vida infrahumanas, as prisões arbitrárias, as deportações, a escravidão, a prostituição, o comércio de mulheres e jovens; e também as condições degradantes de trabalho, em que os operários são tratados como meros instrumentos de lucro e não como pessoas livres e responsáveis.
Todas essas coisas e outras são infamantes;
ao mesmo tempo que corrompem a civilização humana, desonram mais aqueles que assim procedem, do que os que padecem injustamente; e ofendem gravemente a honra devida ao Criador."
Há sempre crime, quando se transgride a lei de Deus.
Impraticável conseguir-se o entendimento, por parte das massas terrenas, de questões magnas para a vida como é a do abortamento, da pena de morte, da eutanásia, da fome, dos descalabros antiéticos, sem que os indivíduos tenham, devidamente amadurecida, a consciência de si mesmos como Espíritos imortais e que, por isso mesmo, responsáveis pela sementeira que realizam no solo planetário.
A valorização da vida do corpo não pode prescindir do apoio à cultura da alma, da estima que se viva quanto às realidades do Espírito imortal.
Em todas as circunstâncias, coloquemos o amor a benefício nosso e dos outros, confiando na solicitude e na misericórdia divina, que nunca nos desampara. E, se houver alguma dúvida sobre o que fazer, recordemos
Jesus, o Mestre dos mestres, e perguntemos: o que Ele faria no meu lugar? Certamente, em compreendendo os desígnios divinos, sempre justos, Ele teria resignação, fé e coragem para sempre viver e permitir que a vida nos abençoe com novas e abençoadas oportunidades.






