SEE JORNAISQuinta-feira, 15 de outubro de 2026Leia também: Jornal Parole
PublicidadeAnúncio de SUPERMERCADO FISTAROL
Coluna do Prisco

Tripé estabelecido

Embora o contexto nacional sugira possibilidade de inúmeras candidaturas a presidente da República, assemelhando-se um pouco a 1989, com o diferencial de que naquela época as eleições eram solteiras (somente escolheu-se o presidente da República), em Santa Catarina há somente três candidaturas que já colocaram o bloco na rua. E nos três maiores partidos. Com chances cada vez mais reduzidas de reversão.

No PMDB, o candidato atende pelo nome de Mauro Mariani. Eduardo Moreira até tentou se ensaiar, via aquele movimento sulista, mas viu-se forçado a recuar logo em seguida. Uso Döhler está isolado e quieto. Não dispõe de interlocução nas fileiras do partido, o que o coloca praticamente sem chances. Dário Berger, a seu turno, não é desejado por ninguém dentro PMDB. Mesmo que o senador apareça bem em pesquisas eleitorais, existe o convencimento interno de que, com Berger, o PMDB pode até ganhar. Mas não vai levar. O parlamentar tem histórico de simplesmente ignorar partidos e seus líderes. Foi assim nas cinco legendas anteriores por onde ele passou e ninguém acredita que mudaria agora com a filiação no Manda Brasa. Neste contexto, reitera-se: o candidato peemedebista é Mauro Mariani.

Unidade

No PSD, o nome é o de Gelson Merisio, que tem projeto absolutamente consolidado internamente. Até mesmo o deputado João Rodrigues, que vez ou outra solta um balão de ensaio, está fechado com o correligionário. Não há brechas internas. O PSD está em torno de Merisio.

PublicidadeAnúncio de BIA TÊXTIL

No PSDB, a situação é semelhante. O nome natural e que conta com total apoio da cúpula nacional é o do senador Paulo Bauer. O prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, é excelente alternativa. Mas para compor uma eventual segun dava gana chapa.

Aliado forte

O quarto maior partido Barriga-Verde, o PP, não terá candidato a governador. Já está fechado como PSD de Gelson Merisio.

PT se apresenta

Na sequência, vem o PT, em quinto lugar. Também deve ter candidato a governador, em que pese as declarações da presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann (a narizinho empinado da Câmara Alta), ameaçando um boicote total (sem candidatos em qualquer nível, nem a deputado, nem a senador, nem a governador e nem a presidente) casooex-mito Lula daSilva não possa disputar. Até segunda ordem , a ameaça petista não passa de conversa pra boi dormir.

Satélites

No caso dos petistas catarinenses, lançando a candidatura à cabeça de chapa, partidos como PCdoB e PDT têm perspectivas de apoiar a proposta.

Três ou dois

Consolidas as três principais pré-candidaturas ao governo, vale pontuar que, se o PSDB resolver compor com o PSD ou o PMDB, alguém precisará ceder.Talvez o próprio Bauer. Seeleforcabeçadechapa,pode forçar Mariani ou Merisio a abrir mão e praticar o gesto em nome da aliança.

PublicidadeAnúncio de HB

Só agora vazou que RaimundoColombo e Geraldo Alckmin almoçaram juntos na quintafeira passada. O catarinense aceitou convite do anfitrião e esticou a agenda na Capital paulista, onde, um dia antes, recebeu premiação pelo nível de competividade econômica do Estado.

O ágape foi no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo. Alckmin e Colombo estão muito próximos politicamente. Inclusive com sérias possibilidades de o governador de Santa Catarina apoiar a candidatura presidencial do paulista.

Curiosamente, setores do PMDB Barriga- Verde, especialmente na figura de Eduardo Pinho Moreira, também querem estar no palanque do tucano em 2018. Três dias antes doágape (segunda,18)no Palácio dos Bandeirantes, Raimundo Colombo esteve com outro presidenciável,o seu correligionário e ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Na oportunidade, o ministro assegurou a liberação de R$ 750 milhões para a segunda edição do Fundam.

Composições

Como Meirelles também está se ensaiando para trocar a farda de chefe da Fazenda pela fantasia de candidato a presidente, Colombo circula com desenvoltura nas duas frentes presidenciais. Também porque não está descartada a composição entre PSDB e PSD na disputa federal (Alckmin na cabeça e Meirelles de vice). Se ocorrer, pode trazer reflexos nas composições catarinenses.

Este contexto de união nacional entre PSDB e PSD favoreceria sobremaneira um entendimento entre pessedistas e tucanos aqui no Estado, criando a necessidade de Paulo Bauer e Gelson Merisio sentarem para conversar. Mas sempre vale lembrar que há ainda muita água para passar por baixo da ponte até as definições.

Lula em SC

Líder da bancada petista na Alesc, Dirceu Dresch está confirmando, ainda sem data definida,a passagem da chamada caravana do Lula por Santa Catarina. Segundo o deputado, oex-presidente virá ao Estado depois que fizer seu movimento no Rio Gran dedo Sul.

Sola de sapato

Em conversa com Lula, Dresch afirmou que o PT estadual vai botar o pé na estrada, promover uma grande mobilização para divulgar oprojeto“Brasil Queo Povo Quer.”

Investimentos

Depois de semanas de impasses, idas, vindas e tiroteio, PSD e PMDB se entenderem na Comissão de Constituição e Justiça da Alesc e aprovaram o projeto que autoriza o Estado de Santa Catarina a ser avalista do financiamento de US$ 345 milhões que a Celesc está contratando. Importante, já que trará melhorias na estrutura energética do Estado, gerando novos investimentos. Com reflexos também na arrecadação tributária.

Com informações de Coluna do Prisco (Associação dos Jornais do Interior de SC). Texto revisado pela redação.

Leia também em Santa Catarina

Receba as notícias de Apiúna e região

Um aviso quando sair matéria importante. Sai quando quiser.