Sob o domínio do medo
“Vamos atuar pouco importando o aplauso ou a crítica.”
Esta frase é do ministro do Supremo Marco Aurélio, quando indagado sobre declarações de magistrados de que por trás da crise do Judiciário estaria o processo do mensalão. E os fatos reais estão aí para provar que dentro do Poder Judiciário, também existem marginais e bandidos de toda espécie, enlameando a maioria dos trabalhadores, digna, honesta e dedicada, que se não tomar cuidado, leva a culpa de ser a causa das despesas dos tribunais de justiça. Estes “deuses” se protegem com a toga, usurpam o erário e se protegem por detrás de açõesedecisõespoucoéticas.
Como nos demais poderes desse imenso país o dinheiro sangra por verdadeiros rombos causados por má administração ou por má fé. Existe a necessidade de mais transparência neste poder “extremo”, pois por detrás dos orçamentos anuais dos tribunais, alterando-se as denominações das rubricas, termos técnicos, esconde-se a manipulação do dinheiro público, gasto desnecessariamente, a exemplo de tantos fatos notórios a opinião pública que vão desde a aquisição de carros para desembargadores quanto para auxílio creche etc.... A remuneração e os subsídios mensais desses cidadãos são mais do que sucientesparaviveremdeformamuitodignacomo próprio ganho mensal ou anual. A gestão administrativa do Judiciário não pode car nas mãos da magistratura, cuja formação prossional é feita para analisar e julgar, jamais administrar, além do que, o forte poder conquistado pela magistratura, nos termos da Constituição Federal e na Lei Orgânica da Magistratura Nacional, os tornam ousados e destemidosnarepartiçãododinheiropúblico.
Se não bastasse tudo isso, se utilizam do poder que lhes é concedido para manterem os veículos de comunicação longe de seus quintais. Pois, caso alguém invada este espaço contará com a fúria dos mesmos, através de ações corporativistas que levarãoaocerceamentototaldoveículoesuaprovável destruição.
Foi assim com a Gazeta do Povo do Paraná que ousou divulgar rendimentos e assim será com todos que se atreverem a divulgar qualquer erro cometido ou dar transparência aos gastos e rendimentos de promotores, juízes, desembargadores...
Esobodomíniodomedoosjornalistasdetodoo Brasil tratam o assunto como se o mesmo fosse a caixa de pandora e que é impossível calcular o mal queviráapósasuaabertura.





