Só cortar dos pobres, não!
O Governo Federal pretende economizar R$ 6 milhões, por ano em Santa Catarina, com o pente-fino no INSS. Nesta semana o governo voltou a chamar as pessoas com benefício saúde e os aposentados por invalidez para uma nova avaliação. É verdade que esse procedimento deveria ser feito de dois em dois anos, mas não era feito. O governo acredita que vai suspender 80% dos “encostados” e 20% dos aposentados. Que o governo precisa fazer cortes, tudo certo, mas cortar de quem mais precisa? Essas pessoas dependem desse “trocado” para viver. Por enquanto apenas cortes, nada de um projeto relevante para recuperação nacional. Por enquanto, apenas os mais pobres estão perdendo, não vejo a participação dos ricos e poderosos nessa reforma de Michel Temer.
Greve
O prefeito da Capital, Gean Loureiro, PMDB, foi duro em dizer que não vai negociar com os servidores em greve. Segundoele a greve é ilegal e vai acionar a justiça. A grave é contra o pacote de medidas que Loureiro enviou para câmara com 40 propostas para ajustar as contas públicas. O projeto será colocado em votação do dia 24. Está bem claro na Capital, ou o prefeito aprova as medidas ou corre o risco de ninguém receber. A prefeituradeveR$1bilhão.
Joinville
Em Joinville as medidas da prefeitura começaram a ser debatidas na Câmara e devem ser colocadas em votação até quinta-feira. A prefeitura quer cortar fundações e enxugar a máquina.Fazbem!
Posse
Com a posse de Leonel Pavan, PSDB, na secretariade Cultura Turismo e Esporte n olugar de Felipe Mello,oPRpraticamente se despede do governo Colombo. O governador não gostou nada do PR incomodar o PSD nas eleições de 2016, como foi em Lages. Jorginho Mello, pai de Felipe, tem planos para a executiva em 2018. Em sua fala Pavan deixou claro que os tucanos sempre estivera mcom Colombo na Assembleia, mas não é o que pensa vários outros nomes dopartido.
Na saúde
No mesmo ato, o deputado Vicente Caropreso assumiu a secretaria de Saúde, uma das pastas mais complicadas do governo Colombo. Hospitais em crise e uma dívida que a R$ 700 milhões. No discurso, Caropreso garantiu que irá fazer uso racional e coerente dos recursos disponíveis da saúde, propondo a modernização das administrações dos 13 hospitais públicos catarinenses. E um ponto importante, Dr. Vicente falou em
“ouvir e ajudar os parceiros da Secretaria, os hospitais conveniados filantrópicos, que respondem por mais de 70 % do atendimento à rede SUS”. A dificuldade é gigante, mas o médico de carreira mostrou ter boas ideias. Vai precisar de apoio, principalmente financeiro, para
“dar jeito na Saúde”.
Nova lei
Passou a valer nesta semana a lei número 17.071, que promete desburocratizar a abertura e regularização de empresas em Santa Catarina. Uma força e tanto para a economia do Estado nesse momento de crise. A proposta é diminuir os entraves para aberturas, licenciamentos, alvarás, fechamento, entre outros processos para empresas de baixa complexidade, ou seja, com atividades que não comprometem a segurança sanitária ambient ale com baixo potencial poluidor.
A greve que pode afetar todo Estado
Já está valendo. Começou nesta madrugada a greve dos servidores públicos de Florianópolis. A decisão tomada nesta segunda-feira pode afetar o Estado todo, já que o serviço público da Capital atende moradores de diversas regiões, mas não é só isso. Eu explico. Os trabalhadores decidiram pela greve para forçar o prefeito Gean Loureiro, do PMDB, retirar da Câmara o projeto com 40 medidas para ajustar as contas da prefeitura. Entre as 40 medidas do pacote chamado de "Floripa Responsável" estão mudanças na previdência do servidor público, em gratificações, além de permitir a privatização e terceirização de serviços públicos. Essa medida do prefeito se encaixa perfeitamente em diversas cidades do Estado, que estão com as contas no vermelho. É nessa questão que eu me retiro, quando falo que a greve pode afetar todo o Estado. O corte de gastos em muitas prefeituras será necessário e se em cada cidade os servidores fizerem greve? É fácil de entender o lados dos servidores, ninguém quer corte de benefícios,masgreve na segunda semana de governo, fica complicado para a nova administração pública. Florianópolis tem uma dívida que chega perto de R$ 1 bilhão e ajustar o caixa, só será possível, com o corte total de gastos.
Solução
O pacote com 40 medidas, apresentado pelo prefeito Gean Loureiro, ganhou destaque na última semana e chamou a atenção de diversas cidades pela capacidade de aumentar a receita e cortar custos.Não tenho nenhuma dúvida queo "pacotão" vai ser copiado. Não tem jeito, as prefeituras estão "quebradas" e, se não ajustar as costas agora, os prefeitos correm o risco de não fecharem as contas no fim do ano.
Com informações de Coluna do Prisco (Associação dos Jornais do Interior de SC). Texto revisado pela redação.







