Seria mais fácil fazer como todo mundo faz...
Dizer que 2015 será o ano da mudança é fácil. Todos os anos, falamos a mesma coisa, não é verdade? Metas, objetivos e planejamento sempre nos ajudam a ser otimistas diante de um novo ano que se inicia. Porém, quantos planos e metas realmente conseguimos realizar quando chegamos em dezembro e olhamos para trás?
A música de final de ano diz que “hoje é um novo dia de um novo tempo que começou”, mas não diz qual é o dia. Será que só serve para o primeiro dia do ano? Por quê o ano da mudança não pode iniciar em abril, ou em julho, ou em novembro? Para alguns, a época das “festividades” passa desapercebida, como se nem estivesse acontecendo. Não faz diferença alguma. Para alguns, o ano da mudança se inicia depois de uma desilusão amorosa, depois de uma admissão em um novo emprego, depois de ganhar um cachorro.
Penso que não devemos comprar a ideia da mudança somente na entrada de um novo ano. Não serão as férias na praia ou os descontos nas lojas ou os presentes recebidos que definirão essa tal “mudança” que pregamos todos os anos. Será, sim, o sentimento de quão estaremos preparados para assumir definitivamente uma nova postura, uma nova forma de encarar os desafios que a vida nos impõe. Isso, aplica-se na vida familiar, na vida profissional e na vida social...
As vezes eu me chamo para passear...
Passe uns minutinhos ou horas exercitando o diálogo interno, crianças são especialistas nisso, e não é a toa que às vezes sentimos saudade daquelas épocas remotas. Como diz Clarice, a solidão tem lá sua plenitude: “Que minha solidão me sirva de companhia, que eu tenha a coragem de me enfrentar, que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo”. Uma caminhada com você mesmo é sempre muito reveladora, os momentos de introspecção devem ser divertidos, qual é o sentido de fechar a cara e se isolar ao estarmos ao alcance dos olhos dos outros, estando acompanhados somente dos nossos? Como dizia Jung quem olha para fora sonha quem olha para dentro acorda, e a meu ver o despertar precede muitos encontros de valor inestimável.






