SC à frente do Brasil
O que explica a conquista incontestável da Alemanha da última Copa do Mundo, sobretudo aquele humilhante 7 a 1 que sofremos da turma de Neuer, Schweinstager, Özil, Reus, Klose, Müller, Goetz e Kross?
O que explica a absoluta supremacia dos Estados Unidos nos jogos olímpicos, ao longo das últimas seis décadas?
É o que explica a presença de quatro clubes catarinenses (somente um a menos do que São Paulo) na elite do futebol nacional. E, assim mesmo, se não contarmos apresença do Kindermann, de Caçador, na Série A do futebol feminino; e os últimos onze anos seguidos em que Blumenau ou Concórdia disputam a final do campeonato brasileiro de handebol.
Em todas as nações, a pujança econômica alavancou o crescimento cultural e esportivo. Foi assim com a Atenas, de Péricles; a Florença, de Lourenço Médici; e a Veneza, de Marco Polo. Foi assim com Criciúma, no auge da economia carbonífera, quando vimos o Metropol temido e admirado em todo o País.
Nos últimos doze anos, passamos a contar com a melhor estrutura portuária do Brasil, o que fez Santa Catarina transformar-se no melhor polo nacional de logística, atraindo milhares de novas empresas nacionais e estrangeiras.
Quem vai a Itapoá (que vai dobrar seu tamanho), Navegantes, Itajaí, São Francisco do Sul e Imbituba impressiona-se com a frenética multiplicação dos armazéns e das áreas de manejo de containers.
Quem transita pela BR-101, sobretudo no trecho Garuva-Palhoça, impressiona-se ao ver como aquela rodovia transformou-se num linhão de empregos. Ali, já vão escasseando terrenos disponíveis para a instalação de novas indústrias.
O mesmo fenômeno vai ser observado no trecho sul daquela rodovia, depois que terminar a embromação nos Morros dos Cavalos e do Formigão, e for concluída a majestosa Ponte da Laguna.
Agora, com o Aeroporto de Jaguaruna pronto para entrar em operação, e as ações modernizantes do Porto de Imbutuba, a região sul vai retomar à sua pujança econômica.
O fato é que Santa Catarina é o Estado que está liderando o crescimento nacional, com velocidade e qualidade!
O último balanço da indústria catarinense, elaborado pela FIESC, revela que, entre janeiro e outubro, o setor industrial catarinense gerou 26.791 novos empregos. Isso é mais do que a metade de todos os 46.981 empregos industriais criados no País!.
Quanto às exportações, crescemos 4,11%, enquanto as vendas brasileiras para o exterior decresceram 6,14% , o que dá uma diferença entre Santa Catarina e a média do País de 10,25%!!!
Como a maior parte do que exportamos é feita de produtos industrializados, de valor agregado, esse fato torna-se mais relevante, sobretudo porque os nossos maiores compradores são os países tecnologicamente mais avançados, como Estados Unidos, China e Japão.
Nas importações, que demonstram a saúde de nossa economia, sobretudo quanto à compra de bens de capital, nosso crescimento foi ainda mais expressivo. Aumentamos 8,79%, enquanto o Brasil encolheu 4,34%, representando uma diferença a nosso favor de 13,13%.
E o que explica tudo isso é a diversificação e a descentralização, de uma economia espalhada por todo o território catarinense.






