Restaurar a confiança
“O que os cínicos não entendem é que o chão se moveu sob eles -- que as discussões políticas mofadas que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A pergunta que fazemos hoje não é se nosso governo é grande demais ou pequeno demais, mas se ele funciona -- se ele ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, tratamentos que possam pagar, uma aposentadoria digna. ... E aqueles de nós que administram o dinheiro público terão de prestar contas -gastar sabiamente, reformar os maus hábito se fazer nossos negócios à luz dodia -- porque somente então poderemos restaurar a confiança vital entre uma população e seu governo”.
Algumas pessoas merecem ser ouvidas por sua biografia, independente de credo ou partido político. Uma dessas pessoas é Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, que esteve recentemente proferindo uma palestra em São Paulo. O texto acima é um trecho do seu discurso de posse como presidente, em 2009. De lá para cá, muita coisa mudou. Mas suas palavras e suas angústias seguem atualíssimas.
Um dos aspectos abordados por Obama nessa visita ao Brasil foi a “tribalização” da política, turbinada pela popularização da internet. O ex-presidente abordou a necessidade de renovar apolítica e superar divisões para encontrar caminhos comuns.
Não há como discordar do estadista. Nesses últimos anos temos visto radicalizações à direita e à esquerda, populismo ganhando espaço e debates abafados por raivosos que não aceitam opiniões diferentes das suas. Essa realidade dividida faz mal à saúde, à educação, à segurança e a tudo que depende da política de alguma forma. Isso porque essas divisões aumentam a distância entre os cidadãos e o poder político. Esse distanciamento dá mais margem a movimentos autoritários como os que vemos brotar não só nos Estados Unidos, mas aqui no Brasil. É um ciclo que precisa ser interrompido.Eisso só TENDÊNCIA PARA OS PRÓXIMOS DIAS vai se dar quando a política recuperar sua credibilidade e voltar a atrair bons líderes, em sua essência.
Aproximar interesses diversos é justamente um dos papéis da política, uma arte deturpada por atores mal preparados ou mal intencionados – ou ambas as coisas. Por conta desses, crescemos ouvindo que “a culpa é do Governo”. E leia-se aí não só o Poder Executivo, mas o Judiciário e o Segunda-feira 16/10 Legislativo também. Essa é praticamente uma opinião formada na nossa sociedade, que vem sendo passada de geração em geração. Pode parecer insignificante, mas este tipo de pensamento tem um poder negativo imenso sob rea nossa população.
Não foram poucos os políticos que alimentaram e alimentam até hoje essa visão negativa. Só que quanto mais lemos, assistimos e ouvimos falar de corrupção e de baixa eficiência do poder público, menos chances temos de renovação do quadro político. Quem vai querer ingressar numa seara tão mal vista? É preciso coragem paraque b raro padrão.
“Democracia é duro”, como disse Oba mana palestra em SãoPaulo.Masaindaéo melhor e mais justo sistema político. Foi a democracia que permitiu a chegada pela primeira vez de um afrodescendente à presidência dos Estados Unidos. O que falta é reto mara confiança entre as populações e seus governos. E para que os políticos sejam melhores, os melhores precisam ser políticos.







