Postura inadequada
Lideranças do PSD, PSDB, PP e do PT de Santa Catarina estão vibrando desde o último fim de semana. Comemoram a rota de colisão deveras sinuosa que se estabeleceu entre os peemedebistas EduardoPinhoMoreira(vice-governador) eDárioBerger(senador).Atrocadefarpas via imprensa foi muito intensa, descendo a níveis bem abaixo do respeito básico e da convivência partidária saudável.
Justamente no momento em que o país vive novo assombro econômico, pois aindanão saiudarecessão;etambém sob o aspecto político, onde semanalmente os fatos vão aprofundando a crise. Agora com um presidente denunciado, acusado eque poderá responder por corrupção no SupremoTribunal Federal (STF).
Temer é peemedebista. Correligionário do vice e do senador. Neste contexto, no qual o brasileiro sente o poder aquisitivo ainda aniquilado porque as reformas constitucionais já entraram em compasso de espera, duas lideranças se prestam a bater-boca publicamente. E o pior: caneladas que tem como pano de fundo a escolha do candidato do PMDB a governador em 2018. Isso que estamos em junho de 2017!
Brincadeira tem hora, senhores. Está mais do que na hora de levamos o país e o Estado um pouquinho mais a sério. Lamentável.
Luz no campo
Dezenas de prefeitos, vices e vereadores devem comparecer nesta quintafeira, ao Plenarinho da Alesc, para o seminário que vai tratar da dramática situação das redes elétricas na área de rural de Santa Catarina. Uma comitiva do Rio Grande do Sul, liderada pelo presidente da Comissão de Agricultura do Estado gaúcho, Adolfo Brito, também confirmou participação.
Subsídios
Os gaúchos estão mais adiantados e já substituíram boa parte das redes monofásicas, que não atendem mais as necessidades dos agricultores.Ainiciativa de levantar esta discussão para apontar soluções é do deputado Natalino Lázare, presidente da Comissão de Agricultura da Alesc.
Escola
Lula da Silva faz escola quando o assunto é não responder às acusações de corrupção, formação de quadrilha, associação criminosa,etc.etal,termostão em voga entre as principais lideranças do país nos últimos anos. Em seu pronunciamento, esta semana, Michel Temer partiu pra cima do acusador, Rodrigo Janot, tentando desqualificar o procuradorgeral. E exigiu a apresentação de provas “concretas” do crime, de corrupção passiva, do qual é acusado. Tudo no melhor estilo do ex-presidente.
Na foto
Senador Paulo Bauer, líder do PSDB, e os deputados peemedebistas Celso Maldaner e Valdir Colatto, estavam no grupo parlamentar de apoio a Michel Temer durante o pronunciamento de 17 minutos esta semana.OPMDB catarinense tem cinco deputados federais. Os outros três não atenderam à convocação do Planalto.
Queda-de-braço
Em primeira votação, os deputados estaduais aprovaram o projeto que tornava impositivo o Orçamento Regionalizado, um programa de 20 anos da Assembleia. Que comumente é ignorado pelo governo da vez. Mas na segunda votação, o deputado Gelson Merisio entrou em campo e esvaziou a sessão. Na queda-debraço política, saiu vitorioso sobre o autor do projeto, o presidente estadual do PSDB,deputado MarcosVieira.
Nota única
Nunca antes na história deste país um presidente no exercício do cargo foi denunciado por crime comum. Michel Temer acaba de ser. Também nunca antes, a popularidade de um mandatário nacional esteve tão próxima de zero. A de Temer está. O peemedebista, que assumiu prometendo um governo reformista e de união, já entrou para a história. Mas parece ainda insatisfeito.
A esta altura, até os pombos da Praça XV sabem que o melhor caminho para o país seria a renúncia de Temer. Mas ele não dá o menor sinal neste sentido. Muito pelo contrário. Afirmou sua tropa de choque, que cada vez menos se parece como uma tropa e cada vez mais se assemelha a um grupo em choque, para sepultar a denúncia de Rodrigo Janot. Temer é acusado de corrupção passiva. E tem a companhia, na peça do procurador, do notório Rodrigo Rocha Loures, ex-homem da mala.
Inimigo praticamente declarado do presidente, Janot ainda deve apresentar mais duas denúncias contra o peemedebista:por obstrução daJustiça e formação de organização criminosa. De reformista, o governo se transformou em escapista. Cercado por todos os lados, Temer não tem mais a menor condição de reformar o que quer que seja. O governo acabou transformado em um samba de nota única:fugir da degola a qualquer custo.
Ataque
Ao fatiar as denúncias contra Michel Temer, Rodrigo Janot soterrou a estratégia do Planalto, que queria se livrar rapidamente do processo na Câmara. De um tiro rápido, o governo passou a trabalhar com uma caçada aos votos em trêsturnos.Desgaste pouco é bobagem.
Com informações de Coluna do Prisco (Associação dos Jornais do Interior de SC). Texto revisado pela redação.







