SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Jornal Parole
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Coluna do Prisco

Pescoço na guilhotina

O desembarque do PP do governo Dilma pode ser interpretado como o ato nal do longo e doloroso, para o país, processo que tem tudo para culminar comoimpedimentodapetista.

O calvário começou lá em 2003, quando Lula da Silva assumiu e começou a implantar um governo baseado na corrupção e na gastança do dinheiro público sem critérios. O resultado, que passa pela desastrosa gestão de Dilma, seja no setor energético seja na presidência, está aí: um país quebrado, de joelhosenofundodopoço.

Alguns progressistas ainda resistiam a pegar um bote e escapulir do Titanic, onde a orquestra já toca com água pela cintura. Mas a pressão dos deputados, com papel destacado para o catarinense Esperidião Amin, um dos líderes do movimento, fez mais um rombo no casco. Os olhares agora se voltam para o PSD e o PR, que, a exemplo do PP, têm bancadas signicativas no Congresso.

Efeito dominó

O efeito dominó pode levar as duas legendas a pularem para botes salvavidas, saindo da nau lulo-dilmista, praticamente selando a degola de Dilma Rousseff.EcomeçoupeloPSD,queontem fechou a favor do impedimento. Dos 38 deputados federais do partido, pelo menos 30 devem votar pela aceitação do processo.

Questão fechada

Prefeito da Capital, Cesar Souza Junior, participou de reunião da bancada do PSD na manhã desta quarta-feira, em Brasília. Segundo relato do prefeito a assessores, “a fatura está liquidada.” Os 30 deputadosfederaisdopartidofocadosno Impeachment, incluindo-se aí o pai do alcaide, Cesar Souza, mais João Rodrigues e João Paulo Kleinübing, trio também presente ao encontro, fecharam questão, de acordo com as informações repassadas pelo prefeito, e devem votar pela degola de Dilma Rousseff.

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Vento favorável

Nas contas da oposição, com a adesão do pessedistas, haverá mais votos do que o mínimo necessário para o impedimento, que é de 342 sufrágios. Isso também signica que o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, ca sem opção: terá que entregar o cargo. A posição do PSD, favorável ao impeachment, acaba favorecendo o projeto reeleitoral de Cesar Junior.

Aumento, não!

RaimundoColomboreuniuocolegiado esta semana. Ao lado do vice, Eduardo Moreira, anunciou que a crise se agravou e que há extrema preocupação sobre as nanças do Estado. O governador reiterou que não aumentará impostos. Mas também avisou que não haverá novos aumentos salariais aos servidores estaduais.Tudo congelado!

Décio absolvido

O Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade absolver o deputado Federal Décio Lima (PT), acusado pelo Ministério Público de Santa Catarina de uso de recursos indevidos da Fundação Hospitalar de Blumenau, Hospital Santo Antônio, quando era prefeito de Blumenau,noValedoItajaí.

Relator de SC

O processo contra Décio foi relatado pelo Ministro Teori Zavaski e revisado pelo decano Celso de Melo. Para Celso, “nenhuma acusação se presume provada”. Já o advogado do deputado Décio Lima, Thiago Brugger da Bouza, armou que “o reconhecimento da absolvição do deputado se deve pela inexistência de provas.

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Derrota governista

Lula da Silva, em mais um de seus recentes comícios, declarou, no Rio de Janeiro, que o governo foi derrotado na comissão especial do impeachment porque Eduardo Cunha montou “o time dele”. Ou o ex-presidente usou de má-fé ou está com amnésia.

Cunha, que já deveria ter saído há muito tempo da presidência da Câmara, bem que tentou montar uma comissão oposicionista com suas digitais. Mas a inciativa morreu no Supremo Tribunal Federal. Os ministros determinaram o rito do impeachment, com os líderes das bancadas indicando os integrantes do colegiado. Ou seja, até segunda-feira à noite, tratava-se de uma comissão de maioria governista. Mesmo assim, o Planalto perdeu por 11 votos, diferença considerada muito grande e emblemática pelos oposicionistas.

Jacques Wagner, um dos porta-vozes do moribundo governo, tentou minimizar, assim como o próprio Lula. Segundo os petistas, a oposição não conseguirá os 342 votos em plenário. A conferir. Até porque, na última semana, a adesão de deputadosaoimpedimentocresceu27%!

Fim da linha

"Este governo acabou", declarou Mauro Mariani, que defende o impeachment da Dilma. A fala ocorreu antes da votação do processo na comissão especial, onde o catarinense votou pela aceitação. Agora vai a plenário a partir desta sexta-feira. Para o peemedebista, o plenário aprovará o envio do Impeachment para o Senado por cerca de 390 votos.

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