SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Jornal Parole
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Horizonte de Luz

Perdas de pessoas amadas Mortes prematuras

Toda viagem tem dia de começo e dia de retorno. Inicia-se e finda-se.

Nessa jornada em que encontramo-nos, não sabemos o dia do nosso retorno. Sabemos, porém, que em determinado momento teremos que abandonar tudo isso. Aqui estamos temporariamente, com o objetivo de evoluir, adquirir conhecimentos, aprimorar virtudes e despojar-nos das nossas imperfeições morais. Não há fatalidades. Temos sim, um planejamento reencarnatório. Determinadas provas, tarefas, metas a serem cumpridas, onde, pelo uso de nosso livre-arbrítrio, podemos ser bem sucedidos ou não. Sendo assim facilmente concluímos que esteja delineado nosso tempo de aprendizado na escola terrestre. Isso se a nossa imprudência ou descontrole não apressar o nosso retorno. Na maioria das vezes esquecemo-nos dessa condição de peregrinos da Terra, de status de viajor. Embora nos recusemos em pensar no momento da nossa partida, todos os dias, a cada minuto, centenas de pessoas desencarnam no planeta. Só refletimos a morte quando ela entra em nosso ciclo familiar ou de amizades. Entretanto a morte é um fenômeno corriqueiro e natural, sendo que esta não representa o fim da vida, e sim a continuação de um ciclo de evolução e progresso. Só em pensarmos na possibilidade de nunca mais vermos nossos entes queridos, nos causa desespero e aflição. Então, o que pensarmos e como agirmos nesta hora?

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No

Evangelho

Segundo o Espiritismo, no Capítulo V, item 21, o Espírito Sanson, apresenta um belíssimo texto para nossa reflexão: Quando a morte ceifa nas vossas famílias, arrebatando, sem restrições, os mais moços antes dos velhos, costumais dizer:

Deus é injusto...

pois despedaça o coração de uma mãe, privando-a da inocente criatura que era toda a sua alegria.

...é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida, para compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal, a sábia previdência onde pensais divisar a cega fatalidade do destino. Não é vítima da fatalidade aquele que morre na flor dos anos; é que Deus julga não convir que ele permaneça por mais tempo na Terra. É uma horrenda desgraça, dizeis, ver cortado o fio de uma vida tão prenhe de esperanças! De que esperanças falais? Das da Terra, onde o liberto houvera podido brilhar, abrir caminho e enriquecer? Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida, ao vosso parecer tão cheia de esperanças? Quem vos diz que ela não seria saturada de amarguras? Desdenhais então das esperanças da vida futura, ao ponto de lhe preferirdes as da vida efêmera que arrastais na Terra? Não seria egoísmo desejardes que ele aí continuasse para sofrer convosco? Ah! Essa dor se concebe naquele que carece de fé e que vê na morte uma separação eterna.

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Mães, sabei que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, a lembrança que deles guardais os transporta de alegria, mas também as vossas dores desarrazoadas os afligem, porque denotam falta de fé e exprimem uma revolta contra vontade Deus.

...se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o porvir que o soberano Senhor prometeu.

Assim, quando a morte inexorável, visitar o ciclo de nossas famílias, de nossos amores, diante da dor da separação, lembremo-nos da lição do Mestre num dos momentos mais sublime de toda epopéia cristã. Aos pés do monte, em pelo cenário da natureza, Jesus dirige-se a toda a humanidade de todas as gerações futuras, dizendo-nos:

“Bem-aventurados o que choram, pois que serão consolados”

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