Os últimos e os primeiros

Quando a crise nacional começou a mostrar seus efeitos práticos dizíamos, nas entrevistas, que Santa Catarina não passaria ilesa pelos efeitos negativos da retração econômica, mas que seria o último estado a senti-los. Também sabíamos que, passado o pior momento, seríamos os primeiros a mostrar os sinais da retomada. Não se trata de ter bola de cristal ou de achar que éramos melhores que os outros. Mas Santa Catarina tinha um diferencial competitivo imbatível: nosso estado estava melhor preparado, mesmo sem saber que acrise viria.
Por muitos anos, Santa Catarina arrecadou acima da inflação, investiu em segurança jurídica para atrair e manter empresas, desenvolveu e patenteou sistemas de gestão fiscal copiados por vários estados. Formamos um “colchão” bastante substancial que nos permitiu prever que seríamos o último estado a entrar n acrise e o primeiro a sair dela.
O principal indicador a confirmar isso foi o saldo de empregos: ao longo de todo o ano passado mantivemos a me nor taxa de desemprego do Brasil. O motivo: não aumentamos impostos e, por conta disso, mantivemos investimentos. Foi um ciclo virtuoso que fez toda a diferença. Agora, em 2017, vamos começar a colher os frutos dessas sementes plantadas lá atrás. Enquanto muitos estados ainda amargam a quebradeira e a fuga de investimentos, temos nada menos que 33 grandes empresas em negociação para possível instalação no Estado.Em efetivados esses negócios, estaremos falando de 6,2 mil empregos diretos e investimentos próximos dos R$6 bilhões. A decisão sobre um local para um grande inves timento leva em conta diversas variáveis, especialmente a estabilidade – mão de obra confiável, benefícios fiscais consolidados, qualidade de vida. Santa Catarina tem conseguido este precioso equilíbrio.
Temos muito que evoluir e melhorar, TENDÊNCIA PARA OS PRÓXIMOS DIAS tanto nos aspectos econômicos quanto nos sociais. Mas estamos fazendo bem o dever de casa. A arrecadação no primeiro trimestre d oano ainda traz resquícios dos mais de dois anos de retrocesso no movimento econômico,masapontauma tendência importante de retomada. Em fevereiro, pela primeira vez em 18 meses, a arrecadação em Santa Catarina empatou com a inflação. Vínhamos abaixo desde agosto de 2015. Em março, a Segunda-feira 01/05 situação se repetiu.
Se o Estado está conseguindo manter seus serviços e investimentos mesmo com toda a conjuntura nacional, podemos imaginar o que será quando o país voltar ao rumo do desenvolvimento. Se estiverem certas as apostas do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil deverá sair da maior recessão das últimas décadas ainda neste ano, segundo relatório divulgado neste mês de abril. A previsão do Fundo é que o PIB cresça 0,2% em 2017 e 1,7% em 2018. A recuperação da economia será, segundo o FMI, fruto da redução da incerteza política, da queda dos juros e do progresso na agendadas reformas noBrasil.
O país passa por uma “faxina” que pode quebrar alguns móveis, mas que é necessária para deixar o caminho limpo para a retomada do desenvolvimento. Já mostramos que estamos prontos para ajudar. A nossa “casa” está arrumada para receber aqueles que aqui quiserem investir.






