Os shows dos Berger's
O Tribunal de Contas do Estado condenou o ex-prefeito de São José, Djalma Berger, e o ex-superintendente da Fundação Municipal de Esporte, Luciano Heck, a devolverem R$ 390 mil, corrigidos desde 2012, aos cofres públicos. O dinheiro foi gasto em um show com o cantor Alexandre Pires naquele ano. Em seu despacho, o TCE pede providências ao Ministério Público de Santa Catarina. O show aconteceu na Arena Multiuso, no dia 30 de abril de 2012, para comemorar a abertura dos jogos dos servidores e o Dia do Trabalhador daquele ano.
A auditoria do Tribunal de Contas concluiu queo evento não poderia ser do jeito que foi, uma vez que foi bancado com dinheiro público, mas não foi aberto ao público, não tendo então caráter público.
A apresentação de Alexandre Pires só pôde ser acompanhada e apreciada por servidores públicos municipais e seus acompanhantes. Traduzindo a sentença do TCE: se o dinheiro que viabilizou o show é público, qualquer cidadão josefense teria direito de assistir ao espetáculo. Os auditores também concluíram que houve falhas por falta de licitação para a contratação da estrutura necessária à apresentação de Pires.
DNA
Problemas com shows e dinheiro público parecem uma característica da família Berger. Em 2015, o mesmo TCE condenou o irmão de Djalma Berger, hoje senador Dário Berger, a ressarcir os cofres públicos pela “contratação” do show fantasma do tenor italiano Andrea Bocelli, que deveria ter ocorrido na Capital em 2009, época em Dário era prefeito de Florianópolis. O caso foi extremamente rumoroso e os valores envolvidos,milionários.
PP e PSD em 2018
O deputado federal Esperidião Amin, que até ontem, 20, ainda presidia diretório estadual do PP, e o presidente da Assembleia Legislativa, Silvio Dreveck, sentaram para conversar n amanhã desta segunda-feira,21.
Pauta única no encontro: a eleição para o comando do partido no Estado, marcada para a noite de segunda, 21. Já antevendo que não teria os votos suficientes para vencera convenção estadual, Amin propôs uma saída sal o mônica na tentativa de evitar o confronto:dividira presidência estadual do PP catarinense. O próprio ex-governador permaneceria até março de 2018 na proa do partido e depois entregaria o timão ao correligionário Dreveck.
Seguro acerca da possibilidade de vitória, o presidente da Alesc não aceitou. Informou a Amin que pretende bater chapa, o que é perfeitamente legítimo até pela condição de liderança estadual que o ex-prefeito de São Bento do Sul conquistou. Dreveck também informou ao colega de partido que pretendia definir ainda ontem a composição da nova Executiva estadual. E a cereja do bolo: caso este encaminhamento se confirmasse, o caminho fica livre para Gelson Merisio receber o apoio antecipado demais um parti dono contexto de seu projeto estadual (já conta com o PSB). O anúncio poderia ser feito ainda ontem, depois das definições do nov opresidente e da nova executiva estadual pepista.
Antecipar é preciso
Em linhas gerais, Ponticelli disse que o PP tem ficado isola donos últimos20anosporque se acostumou a deixar a definição eleitoral sempre no apagar das luzes, nos prazos fatais. O prefeito, já antecipando seu apoio a Silvio Dreveck na disputa estadual do PP, defendeu cristalinamente que o partido mude o comando e já defina o rumo com vistas a 2018. Sinalização clara de que o próprio Pontielli também está fechado com Merisio.
Sem imposição
Joares Ponticelli também con testou informações de bastidores, que teriam sido fomentadas por Esperidião Amin, de que teria imposto sua candidatura avice em2014.Deacordo com o prefeito, o ex-governador discursou antes dele na convenção do PP de 30 de junho daquele ano e declarou que o candidato majoritário do PP deveria ser Joares Ponticelli.
Frase
“É preciso restabelecer a verdade. Preciso esclarecer senão pode transparecer que eu impus a minha candidatura (a vice de Paulo Bauer). Isso não é verdadeiro”Joares Ponticelli, sobre as insinuações de que teria imposto sua presença na chapa majoritária de2014.
Veto
O deputado federal João Rodrigues (PSD) reforçou, em suas redes sociais, por meio de vídeos, que não estará em coligação política em 2018 que tenha apoio do PT e do PCdoB. O parlamentar alega respeito aos seus eleitores e aos seus adversários políticos.
Recado
Segundo deputado federal mais votado no Estado, com 221.409 votos, João Rodrigues diz que fora essas siglas não descarta nenhuma aliança partidária, seja com o PP, PSDB, DEM, PR, PMDB, entre outras. Em relação às eleições presidenciais, João aponta como preferenciais do seu apoio: Geraldo Alckmin ou João Dória e Álvaro Dias. Quando Rodrigues afirma que não descarta estar com PP e do outro lado, com o PMDB, está mandando claro recado ao PSD e a Gelson Merisio, no melhor estilo, “olha, eu também sou uma opção majoritária.”
Portas abertas
Deputado Gelson Merisio, pré-candidato do PSD ao governo em 2018, deu duas declarações importantes, e inteligentes, durante a convenção estadual do PP,nasegunda-feira.
Além de declarar que a aliança que governa Santa Catarina atualmente (PSD-PMDB, com parte do PSDB)“acabou”, ele deixou claro que pode abrir mão da cabeça de chapa nocaso de formalização de uma ampla composição eque venha realmente a contar como PP.
Além de elegeram Esperdião Amin e Silvio Dreveck para comandar o partido (o exgovernador fica até janeiro do ano que vem e depois o presidente da Alesc assume), os pepistas aprovaram “moção de compromisso” para “encaminhar coligação para as eleições majoritárias de 2018 entre PSD e PP, e demais legendas que venha a integrar oprojeto.”
Porção majoritária do PP já era favorável a este encaminhamento, mas com a divisão do mandato presidencial, preservando a unidade, Merisio sinalizou para Amin e deixou as portas abertas para o atrair ao projeto. O exgo-vernador, até segunda ordem, é inclinado a fechar aliança com o PSDB, em que pese a moção aprovada em convenção. No frigir dos ovos, a solução encontrada foi boa para todos os principais envolvidos: Amin, Dreveck e o próprio Merisio. Abrir um racha no casco da naupe pista agora seria o pior dos cenários.
Com informações de Associação dos Jornais do Interior de SC (Cláudio Prisco Paraíso). Texto revisado pela redação.







