O preço do impeachment
Está em curso um golpe para impedir a realização de um desejo da esmagadora maioriadosbrasileiros:odeverogoverno da presidente Dilma encerrado, interrompido.
A que preço? Está sendo oferecido a deputados para que votem contra o impeachment R$1 milhão ou se abstenham, faltemavotação,abagateladeR$400mil. Fora os cargos. Isso é o que o governo oferecia, segundo quem circula pelos ambientes do poder.
Mas o mercado de votos para derrotar o impeachment está em alta. E é por isso que dirigentes de partidos e deputados individualmente preferem esperar paradecidirnaúltimahora,poisapressão popular é grande. Com a larga divulgação nas redes sociais das ações dos legisladores, os mesmos já não conseguem mais tranquilidade para negociarem.
Até lá, o preço do apoio ao governo cará mais caro? O dinheiro sairá via liberação de emendas apresentadas pelos parlamentares ao Orçamento da União? Só no nal da novela é que saberemos. O cenário se mostra favorável para que muitos abandonem o navio antesdonaufrágioqueéeminente.
O governo precisa de 172 votos ou de 172 abstenções para sobreviver ao impeachment. Para aprovar o impeachment, a oposição precisa que 342 deputados, dos 513, compareçam ao plenário da Câmara no dia marcado e votem “sim”. Não vale abster-se. A meta do governo é chegar no dia da votação com 290 a 300 votos ou abstenções. Nos 130 que diz já ter, estão apenassetevotosdoPMDB,donodeuma bancadade59deputadosfederais.
A mais recente pesquisa nacional do IBOPE, mostrou que 69% dos brasileiros consideram o governo de Dilma péssimo ou ruim. Ótimo e bom, só 10%. Não conam em Dilma: 80%. E 82% desaprovamsuamaneiradegovernar.Para80%,o segundo governo Dilma está sendo pior do que o primeiro, e 68% acham que o restantedeleseráruimoupéssimo.
O vice Michel Temer até discurso está ensaiando, mas engana-se ele se pensa que durará muito no poder. Pelo andar da carruagem o mesmo deve seguir os passos de Dilma.






