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O monstro do desemprego

Alimentado pela crise que castiga a economia dos Estados há praticamente três anos, o monstro do desemprego engoliu vagas no mercado de trabalho brasileiro com a voracidade de um lobo faminto, assustando patrões e empregados.

Levantamento do IBGE (PNAD Contínua) mostra que a taxa de desemprego cresceu assustadoramente no Brasil, batendo na casados12%em2016,opior desempenho desde o início da série histórica (2012). Em números absolutos, estamos falando de 12,3 milhões de pessoas sem trabalho formal em todo o país, o equivalente à população da cidade de São Paulo e quase o dobro da população de Santa Catarina.

O desemprego não define você como pai, marido, filho, amigo e muito menos como profissional.Aindaassim,nadatem impacto tão devastador quanto à falta de uma colocação no mercado de trabalho. Sememprego,milhar esde trabalhadores vivem verdadeiros dramas, acabam desmotivados e têm a autoestima abalada. Estamos falando de homens e mulheres sem expectativas de como pagar as contas do dia a dia, que travam uma verdadeira batalha pela sobrevivência. Está aí uma das faces mais cruéis da crise.

Em Santa Catarina, as notícias são melhores, o que não significa que não temos um grande problema a encarar.Há pelo menos dois anos, o Estado tem a menor taxa de desemprego do país, com 6,2% (IBGE). Entre janeiro e fevereiro, segundo dados divulgados na última semana pelo CAGED, abrimos pouco mais de 25 mil novas vagas com carteira assinada graças ao desempenho da indústria de transformação. Somente em fevereiro, acumulamos 14.858 novos postos de trabalho. O número de Santa Catarina equivale a quase metade do saldo de empregos gerados em todo o Brasil no último mês. Um parêntese importante: essa é a primeira vez, em 22 meses, que o saldo do país é positivo, com 35.612 novas vagas. E Santa Catarina contribuiu – e muito – para o desempe- TENDÊNCIA PARA OS PRÓXIMOS DIAS nho do Brasil.

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Nosso desafio, como gestores públicos, é continuar criando condições para que o mercado volte a absorver a mão de obra catarinense que, comprovadamente é uma das mais qualificadas do País. A expectativa dos analistas é de que, ao longo de 2017, o número de contratações volte a superar o de demissões.Nãoéofimdo desemprego,maséo início de um novo ciclo. A inflação vem caindo, a taxa de juros está recuando e o empresariado – aos poucos – volta a investir.

Estamos preparados para esse novo momento da economia, criando um ambiente favorável à geração de novos negócios. Números da Junta Comercial de Santa Catarina comprovam essa tendência: entre janeiro e fevereiro foram abertos 15.930 novos negócios no Estado.

Com as contas em dia, sem aumentar impostos, oferecendo segurança jurídica e fiscal aos investidores, garantimos a competitividade das grandes indústrias e também das microempresas catarinenses, que consequentemente mantém abertas as vagas de trabalho em meio à crise.

Apostamos na diversidade da nossa economia e no espírito empreendedor dos catarinenses. A experiência nos mostra que o desemprego é um monstro, mas há várias maneiras de encará-lo. Em Santa Catarina estamos fazendo os movimentos necessários para mostrar que somos mais fortes que ele.

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