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ARTIGO

O desafio de manter as conquistas

O desafio de manter as conquistas
Arquivo Cabeço Negro

Essa semana circulou bastante aqui no Estado uma matéria do jornal Folha de São Paulo, multiplicada nas redes sociais, que destaca Santa Catarina como o estado menos desigual do Brasil. A reportagem compara, em níveis nacional e catarinense, indicadores como PIB, emprego, renda média do cidadão, produção industrial, comércio varejista, serviços. Nosso Estado está bem acima da média nacional em todos eles.

Em fevereiro deste ano, a revista Exame já havia publicado que “O estado ostenta indicadores invejáveis num país que, há apenas um ano, começou a sair de uma recessão de 11 trimestres. Estão lá a menor taxa de desemprego do Brasil, de 6,7%, o maior crescimento das vendas no varejo,de12,4%em12meses,eomaior avanço da atividade econômica em 2017. O problema é que o Brasil nãoé SantaCatarina”.

Mais que um reconhecimento pelo trabalho realizado em sintonia entre iniciativa pública e privada, matérias como essas, publicadas de forma espontânea, fazem um carinho na autoestima do Estado. Mas são também um alerta: tão difícil quanto conquistar, é manter o que foi conseguido a duras penas.

Emmaiode2015,logoqueos impactos da crise econômica começaram a aparecer mais fortes aqui, eu escrevi pela primeira vez, no artigo “Exemplos de SC para o Brasil”, que SC seria o último Estado a entrar em crise e o primeiro a sair dela. E que sairíamos ainda mais competitivos que antes. Dito e feito: após três anos de uma crise muito maior que qualquer previsão, saímos com a menor taxa de desemprego do país: 6,3%, menos da metade do índice nacional. O rendimento médio do trabalhador catarinense é o terceiro maior do país, atrás do Distrito

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Federal e de São Paulo – duas potências. Mesmo os investimentos tiveram alta de 6% em 2017 e fizeram de Santa Catarina o sétimo estado que mais investiu em números absolutos.

Atribuo a todas essas conquistas do governo de Raimundo Colombo dois fatores fundamentais: a segurança jurídica e a manutenção da carga tributária. O mínimo que um Governo pode fazer é não atrapalhar quem quer investir. Crescemos porque não aumentamos impostos e porque oferecemos a segurança de acordos cumpridos. Também essa semana, o jornal O Globo nos situa como o 4o maior crescimento de ICMS entre todos os estados em 2017 – repito, sem aumentar impostos. Somos o Estado com menos modificações na legislação tributária, segundo a Endeavor. Essa é uma questão cara e sensível que não pode ser ameaçada por decisões unilaterais. Manter a relação harmônica entre governo, investidores e entidades representativas da indústria e do comércio é requisito básico para a perenidade do que já conquistamos.

A crise está passando, é hora de colher o que plantamos, manter o que conquistamos, propagar o que temos de bom. A tempestade passou, os mares estão mais calmos, cabe ao poder público manter o barco navegando e buscar o muito que ainda precisamos alcançar.Oque não se pode é, depois de tantas conquistas, arrefecer e arriscar um naufrágio. Por isso, alerto aos novos capitães do barco: não alterem a rota do desenvolvimento de Santa Catarina. A con- fiança é algo que se leva muito tempo para construir e muito pouco para quebrar. Para que nosso Estado continue estampando manchetes positivas, é preciso continuar navegando no rumo certo.

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