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O brasileiro é mais que um voto

Nunca fui contra o socorro imediato a muitos brasileiros que vivem na miséria. Recorro rapidamente à história para citar que meu partido foi quem iniciou uma série de programas sociais, consolidando os alicerces do Bolsa-Família que ajuda tantos brasileiros atualmente. Mas nunca precisamos usar, de forma selvagem, esses programas como cabos eleitorais, o que seria uma atitude indecente. Acreditamos acima de tudo que os benefícios que o governo cede às parcelas mais necessitadas da população devem ser um ponto de início na evolução de cada família assistida. Não podemos transformar milhões de brasileiros em reféns de programas sociais. Precisamos garantir educação, saúde, saneamento básico, segurança e emprego para que nossa sociedade cresça estruturada em um projeto de governo preocupado com a evolução de cada brasileiro que hoje se encontra na miséria. Precisamos resgatálos de sua situação precária e não mantê-los lá, apenas para angariar mais votos.

Em outubro do ano passado, o senador Aécio Neves deu entrada com um projeto de lei que finalizava a cansativa discussão de quem seria o inventor do Bolsa-Família. O projeto previa que esse programa social se tornaria uma política de Estado, o que garantiria o Bolsa-Família nos próximos governos, independente de quem ocupasse a presidência. Mas em fevereiro deste ano, a base aliada do governo mobilizou-se no Congresso para atrasar a votação do nobre projeto. Pergunto: por qual motivo atrasaram a votação?

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Não é prudente enxergar apenas os milhões de votos dos brasileiros. Precisamos enxergar os milhões de brasileiros e suas necessidades. E este cenário precisa mudar urgentemente. John Kennedy, um dos maiores presidentes dos Estados Unidos, fez cada cidadão de seu país refletir ao proferir a frase “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”. Ao tornar os milhões de brasileiros necessitados em reféns do Bolsa-Família, anula-se a força de milhões de brasileiros que poderiam ascender socialmente e, vitoriosos, fazerem muito pelo Brasil. O brasileiro pode e deve fazer mais!

Com informações da Assessoria de imprensa do deputado federal Marco Tebaldi (PSDB). Texto revisado pela redação.

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