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ARTIGO

Movimento positivo

O ano de 2017 começa a se despedir com pelo menos um alento entre tantos acontecimentos pesados na economia e na política: o fortalecimento de diversos movimentos supra partidários que pregam a renovação política e a retomada da confiança no futuro do país. Movimentos como Acredito, Agora!, Bancada Ativista, Nova Democracia e Transparência Partidária, entre outros, têm o mesmo desejo: que a política se torne efetivamente uma ferramenta de promoção do bem comum.

Motivadas pela falta de identidade com os principais líderes políticos nacionais, essas pessoas se agruparam em torno de projetos comuns, independente de estarem associadas a algum partido. Essa tendência da reunião em torno de ideias e causas, não apenas de partidos políticos é global e chega com força.

Vale recordar que, quando foram criados, os partidos representavam grupos ou classes sociais, com posturas bem definidas.Erafácil“tomarpartido”.Delápracá,as siglas se multiplicaram, em número tão grande que dificultam a identificação com o eleitor. E o que assistimos agora é o fenômeno dos extremismos, turbinado pela revolução digital das comunicações. Uma guerra de opiniões que mais parece uma volta ao passado e certamente não serve para resolver os nossos problemas.

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Os novos movimentos que surgem abrem outra porta de entrada na política, que não obriga quem quer participar dos rumos do país a fazer parte de um partido já constituído. Filiados a partidos também podem e devem participar, mas esse não é um requisito – o que amplia demasiadamente o leque de contribuições e ideias. De outro lado, os próprios partidos estão percebendo aí uma chance de renovação e de reaproximação como eleitor.

Os grupos surgem em onda e começam a angariar adeptos de peso que acabarão dando a cara de cada movimento. Um deles, o Agora!, já com três partidos alinhados, anunciou que pretende lançar 30 candidatos nas eleições do ano que TENDÊNCIA PARA OS PRÓXIMOS DIAS vem. O que mais vale nesse fenômeno é a multiplicidade de formações acadêmicas e culturais de seus membros,menos preocupados com ideologias e mais com soluções.

Também aqui emSantaCatarina temos movimentos nesse sentido,comooProjeto de Lei de Iniciativa Popular “30% Eleitas”, que assegura a reserva de 30% das vagas para as mulheres nas Câmaras de Vereado- Segunda-feira 30/10 res, Assembleias Legislativas, Câmara dos Deputados e Senado. É uma forma de mudar a legislação para que, ao invés de apenas vagas, tenhamos mandatos garantidos para as mulheres, tão representativas na sociedade e ainda tão poucas em papel de liderança política.

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Todas essas iniciativas refletem o nosso descontentamento com as velhas práticas que não mais se enquadram na realidade. Como podemos continuar falando em país do futuro se estamos sendo governados pelo passado? Os jovens querem sim, entrar na política, e a formalização dessa intenção em movimentos organizados é o melhor fato d oano até agora.

Os partidos tradicionais precisam estar atentos a isso, se oxigenar, acolher o novo, mudar de ideia, pensar diferente. Quem sabe esta grande crise traga a oportunidade de mudança que há tanto ensejamos e que já no ano que vem possamos começar a ver a renovação acontecer de fato. Como disse em um de meus últimos artigos, para que os políticos sejam melhores, os melhores precisam ser políticos.

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