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Melhores, maiores e PMEs

Resultado de uma estratégia fiscal e de uma política de incentivos que passou a ser ampliada a partir de 2005 pelo ex-governador Luiz Henrique, a economia catarinense vem apresentando números excepcionais nessa saída na frente de outros estados da pior recessão da história do país,entre2015 e 2017. Ainda não atingimos patamares como o de 2011, mas 2018 pode surpreender na arrecadação, nas exportações e importações, mesmo com o baque da greve dos caminhoneiros. A arrecadação passou de R$ 2 bilhões em julho e as exportações surpreenderam em agosto ao ultrapassarem 1,2 bilhão de dólares, 62% a mais do que em julho e 51% a mais do que agosto de 2017.

Esse cenário também se refletiu na edição especial Maiores & Melhores – As 1000 maiores empresas do Brasil, da revista Exame. Entre as primeiras 500, temos 19. Entre as últimas 500, outras 23, ou seja, 42 empresas catarinenses no ranking. Porém, também chama a atenção o destaque que SC ganhou por ter uma das empresas que pode chegar ao posto de “unicórnio” companhias de base tecnológica que alcançam o patamar de 1 bilhão de dólares. É a Neoway, startup comandada pelo catarinense Jaime de Paula.

Na reportagem, Jaime conta que quando fazia doutorado, no início dos anos

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2000, a expressão“big data”era desconhecida no Brasil. Ele a descobriu quando foi aos Estados Unidos e, então, na volta, criou a Neoway, companhia de inteligência de mercado que usa o big data para desenvolver análises para os clientes. Na última avaliação, a empresa já tinha valor estimado em 435 milhões de dólares, o que leva Jaime de Paula a vislumbrar que já em 2019 vai abrir o capital na Nasdaq ou na Bolsa de Nova Iorque.

Mas não é só entre as maiores que SC se destaca. Na edição do início de setembro da mesma Exame, foi apresentado o ranking das 100 pequenas e médias empresas

(PMEs) que mais crescem no país. Dessa centena, nada menos do que 16 são catarinenses,contra13doParaná,porexemplo. E a 5a colocada é a Renovigi Energia Solar, de Chapecó. Na categoria de médio porte, com receita liquida entre R$ 30 a 100 milhões, essa vendedora de painéis solares sobressaiu ao crescer 181% ao ano, segundo seu presidente,AlcioneBelache.

Assim, SC caminha na vanguarda da economia do país. Porém, vivemos um momento que é um divisor de águas, representado primeiro pelas eleições. E também pelo fato d eque está aberto o debate sobre para revisão dos incentivos fiscais.Épreciso ter muita cautela, rever caso a caso, para não abalar os alicerces de uma economia que tem como maior qualidade as centenas de milhares de empregos que gera, fazendo com que SC tenha a menor taxa de desemprego do país, 6,3%, metade da média nacional.

Como diz o ditado, muito cuidado para não jogar fora o bebê junto com a água da bacia.

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