Marina Silva, “eterna candidata”
Muitas especulações giram em torno das motivações de Marina Silva em participar das eleições.Ésabido que seu esforço para se tornar candidata vai além do seu modesto interesse em assumir a presidência. Porém, o que a freia é a falta de apoio estratégico para que possa vir a gozar de um discurso eficaz. - Se Marina Silva se coloca à disposição do eleitorado apenas para negociar apoio no segundo turno, já que o seu partido possui na sua figura a maior representatividade da sigla, então podemos afirmar que o trabalho de casa está sendo muito bem desenvolvido pela candidata.
A política nacional é mantida e trabalhada para que figuras já conhecidas do público sejam cooptadas, pois sãoosque,definitivamente,conseguem agregar capital político ao partido.MarinaSilvanãofogeaessaregra.
Marina iniciou sua vida política em 1984, aos 26 anos, quando ingressou no Partido Revolucionário Comunista (PRC), organização marxista que se abrigava no PT, e fundou a Central Única dos Trabalhadores no Acre (CUT/AC), em 1985. Foi vice coordenadora da CUT até 1986, quando lançou candidatura para ser Deputada Estadual, já filiada ao PT. Marina não conquistou a vaga naquelas eleições.
Após a derrota resolveu partir do princípio, com o intuito de adquirir experiência e se firmar no cenário político. Em 88 foi eleita vereadora em Rio Branco, capital do Acre. Durante a década de 90, finalmente, conseguiu uma cadeira na Assembleia Legislativa e logoapóstornou-seSenadora.
Em 2003 foi nomeada para assumir o Ministério do Meio Ambiente no governo Lula, onde ficou até 2008. Desde então possui sucessivas tentativas com o objetivo de alcançar a cadeira presidencial. Mas, como dito anteriormente, não se tem uma compreensão clara das intenções da candidata em concorrer ao executivo federal, haja vista sua postura de coadjuvante, nada belicoso, demonstrando uma baixa agressividade nas corridas eleitorais, ao projetar a impressão de não haver realmente essa intenção por parte dela, a de assumir a presidência.
Mariana Silva era analfabeta até seus 16 anos, quando participou de um programa de alfabetização desenvolvido pelos Militares. A partir daí não parou mais de estudar, se formando na Universidade Federal do Acre. Fez duas especializações nas instituições de ensino superior UnBeUCB,ambasdeBrasília.
Traçou seu caminho acadêmico de forma impecável, não se dissociando de sua vida pública. Se filiou ao PT no final da década de 80 (coordenado por Zé Genuíno), onde esteve até 2008 (já com Lula como principal referência da sigla).Em2009filiou-seaoPV.Foi considerada filiada honorária do PSB quando aceitou servi cede Eduardo Campos,em2014.Eem2015consegue o registro de aprovação da Rede Sustentabilidade, atual partido da candidata.
As línguas afiadas a classificam como "a candidata que aparece de 4 em 4 anos", mas esta conotação não diminui os méritos anteriores no seu histórico envolvimento político país afora.
“O ativista”Guilherme Boulos
O paulistano Guilherme Boulos, professor e coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), é o pré-candidato do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) para disputar a presidência da República nas eleições de 2018. Ele vai concorrer à vaga tendo como vice de sua chapa a líder indígena, enfermeira e professora maranhense Sônia Guajajara, de 44 anos.
Guilherme não é conhecido por um vasto número de eleitores brasileiros, concentrando seu legado político apenas no Sudeste e partes do Nordeste.
Lula, que em março havia gravado um vídeo em apoio a Boulos, o chamou de“companheiro da mais alta qualidade”. Disse ele: “Vocês têm que levar em conta a seriedade desse menino”. “Eu digo 'menino' porque ele só tem 35 anos de idade, e, quando eu fiz a greve de 78, eu tinha 33 anos e consegui através da greve chegar a criar um partido e virar presidente. Você tem futuro, meuirmão,é só não desistir nunca”.
Pupilo de Lula, Boulos pretende seguir adiante na carreira política. Sabe da sua frágil atuação nas eleições de 2018, mas se preocupa com o futuro da ideologia de extrema-esquerda no Brasil, prometendo ser a “pedra nossapatos”dadireitanopaís.
Nesta coluna FALANDO DE POLÍTICA da semana passada havia desenvolvido uma Análise sobre Esperidião Amim como candidato ao governo do estado. Porém, neste domingo, o Deputado Federal desistiu da candidatura para fechar aliança com o PSD, em apoio à Gelson Merísio. Esperidião Amim se lançará candidato ao Senado na chapa PP, PSD e DEM, além dos demais partidos que já prestam apoio à Merísio.







