SEE JORNAISQuinta-feira, 15 de outubro de 2026Leia também: Jornal Parole
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Coluna do Prisco

Indústria X comércio

A forma célere como Eduardo Pinho Moreira vem tomando decisões importantes no governo é, até certo ponto, compreensível. Seu mandato é tampão. Ele tem pouco tempo para mostrar serviço e se viabilizar como nome do MDB para candidatar-se à reeleição.

Politicamente, o governador decidiu enxotar o PSD. Faz parte, é do jogo político. Administrativamente, o emedebista fez anúncios de bom impacto, como desativação de 15 regionais e o corte, ainda que insuficiente, de comissionados do governo. Além da revisão de contratos. Maravilha.

Agora, ao editar a Medida Provisória 220/2018, Moreira entrou em terreno pantanoso. Sem maior esde longa se muito menos diálogo com o setor varejista, um dos principais interessados na matéria. O emedebista conseguiu, de uma só tacada, colocar em pé de guerra duas entidades empresariais das mais representativas do Estado. A Fecomércio, absolutamente contrária à medida; e a FIESC, que está respaldando a investida do governo estadual. Não se tem notícia, na história recente, de dificuldades na convivência entre as principais federações patronais catarinenses. Uma das marcas do asso-

Derrota na ALESC

O governo Eduardo Moreira vem sofrendo sucessivas derrotas na Alesc.A mais recente ocorreu ontem de manhã. A Comissão de Constituição e Justiça

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(CCJ) rejeitou a in admissibilidade da Medida Provisória (MP) 220/2018, que reduz de 17% para 12% a alíquota do ICMS para operações com mercadorias destinadas a contribuinte para comercialização, industrialização e prestação de serviços. Detalhe: essa suposta redução teria como meta aumentar a receita do Estado em R$58 milhões. Resultado: quem iria pagar essa conta seria o consumidor final,que teria uma majoração de6,5%nasmercadorias.

ciativismo em Santa Catarina é a harmonia na convivência e a articulação em favor de bandeiras conjuntas.

Abalo

A MP de Moreira pode estar colocando uma cunha neste equilíbrio. E, de quebra, levou o PSD a impor uma grande derrota ao governo na Assembleia, aonde os vetos do Executivo já vinham sendo derrubados sistematicamente. O pano de fundo é o afastamento abissal existente hoje entre MDB e PSD, partidos que governaram juntos nos últimos 12 anos.

Ideologia?

Na Assembleia, houve tiroteio verbal sobre o projeto de lei, aprovado pela Câmara de Florianópolis, que permite a contratação de OS para gerir setores da Saúde e da Educação. Os esquerdistas repetiram os mantras batidos de sempre, como a balela da privatização. E os apoiadores da iniciativa focaram mais nas dificuldades administrativas que a máquina pública inchada, gigantesca, perdulária e não raras vezes, corrupta, impõe aos gestores públicos. Ponto para o prefeito Gean Loureiro e os deputados queo respaldaram nessa.

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FRASE

“O prefeito quer resolver a situação, o sonho acabou, quem acha que o Estado tem de dar 100% está errado. Essa UPA foi repassada para o Estado, devolvi porque era atenção básica”. Deputado Vicente Caropreso, exsecretário de Estado da Saúde, sobre a aprovação do projeto de lei que permite à Prefeitura da Capital contratar Organizações Sociais para administrar unidades desaúde e creches emFlorianópolis.

É golpe

Os golpistas do STF, Dias Toffoli (ex-advogado de Zé Dirceu, de Lula e do PT), Ricardo Lewandoskye Gilmar Mendes abrir ama brecha para esvaziar a Lava Jato, soltar corruptos condenados e fazer o Brasil voltar a ter o status quo da impunidade. Fizeram isso ao decidir que parte das delações da Odebrecht relativas aos processos sobre o Sítio de Atiabaia e do terreno do Instituto Lula saiam das mãos do juiz Sérgio Moro e vão para a Justiça Federal de São Paulo.

Sustentação

Otriodegolpistasdeuoargumento para emborcar a Lava Jato. Alegaram que não ficou demonstrado que a verba utilizada pela empreiteira no custeio dos confortos de Lula veio do assalto à Petrobras.

Contragolpe

Os golpistas do STF estão dando mais munição a quem defende a intervenção militar como única forma de tirar o país da lama em que o PT, aliado ao MDB, enfiou o país.

Geografia

A substituição na titularidade da pasta da Educação estadual, entra Gilberto Agnolin (MDB) no lugar de Eduardo Deschamps (PSD), permite duas leituras imediatas. Eduardo Pinho Moreira não quer saber de PSD em seu governo. O governador aproveitou a oportunidade para valorizar um correligionário de Chapecó, base política de Gelson Merisio, que hoje se constitui no maior adversário do MDB em Santa Catarina.

Com informações de Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina. Texto revisado pela redação.

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