SEE JORNAISQuinta-feira, 15 de outubro de 2026Leia também: Jornal Parole
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COLUNA DO PRISCO

Fugindo do isolamento

Toda essa movimentação em torno de Esperidião Amin, lançado pré-candidato ao governo do Estado, tem um pano de fundo. Oxigenar o projeto de Gelson Merisio. Lá no frigir dos ovos, muito dificilmente o ex-governador conseguirá sustentar uma quinta tentativa de conquistar o Executivo estadual. Ele deve mes moser candidato ao Senado.

Quem controla o PP hoje não são mais Esperidião e Angela Amin. A maior parte da legenda estás oba in f i uência de Silvio Dreveck (agora presidente estadual) e Joares Ponticelli, prefeito deTubarão.

Ao guindar Amin à condição de pré-candidato, Dreveck, Ponticelli e Merisio colocam na trincheira mais um nome de oposição ao MDB. O líder progressista sabe muito bem que se Merisio afrouxar, o PSD vai parar nos braços do MDB. Gelson Merisio, hoje, é a ponte entre Amin,oPPeoPSD.Se aponte não ficar firme,o PP rumará novamente ao isolamento em Santa Catarina.

Kleilnübing no DEM

O deputado federal João Paulo Kleinübing já bateu o martelo. Vai assinar ficha no DEM na janela de transferências que abre agora em março, permitindo que deputados estaduais e federais troquem de partido sem o risco de perderem os mandatos. Só falta definir odia da assinatura.

Majoritária

O Democratas fará um evento já lançando JPK como pré-candidato a governador. Eventualmente, dependendo das composições, Kleinübing poderá disputar o Senado ou mesmo concorrer como candidato a vicegovernador.A janela se abre nodia7demarço, fechando 30 dias depois. JPK ficou sem espaço no PSDparaosonhoda eleição majoritária.

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Colombo

Não é de hoje que se especula que o governador Raimundo Colombo estaria de saída do PSD. Insatisfação ele demonstra e a recíproca é verdadeira. O clima na ala majoritária do partido e também junto a aliados não é bom para o líder lageano. O DEM seria uma alternativa, ainda mais a partir da decisão de Kleinübing. Chegou-se a especular que Colombo poderia até mesmo assinar no MDB, o que é muito pouco provável. Em sua história política, o governador nunca foi muito afeito a grandes guinadas, a cavalos-de-pau. Mudaria agora?

Bronca

Vários comissionados do PSD que estavam no governo estadual já foram demitidos. O que só aumenta a bronca em relação ao MDB.

FRASE

“Seria uma irresponsabilidade me lançar numa aventura”. Udo Döhler, prefeito de Joinville, referindo-se à possibilidade de renunciar ao mandato sem ter qualquer garantia de que será o nome do MDB ao governo do Estado.

Números

Pesquisado Instituto Paraná,realizadaem São Paulo, maior colégio eleitoral do país, mostra Jair Bolsonaro já à frente de Geraldo Alckmin, governador paulista. Lula da Silva, que não será candidato, ficaria em terceiro. Seráqueestáseformandoa“ondaBolsonaro?”

Micros e pequenas

Deputado Darci de Matos defendeu, esta semana, a derrubada do veto aposto pelo presidente Michel Temer à lei que criou o refis para as micros e pequenas empresas. O argumento é bom. “Tem refis para banqueiros e multinacionais, mas o governo vergonhosamente vetou o refis para as micros e pequenas empresas, uma atitude inadmissível porque são responsáveis por 60% dos empregos formaise30%doPIB”,disparouele.

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Segundo voto

Raimundo Colombo retorna nesta terçafeira da Espanha, onde participou de um seminário, e não vai reassumir o governo. Encaminha pedido de férias para ser apreciado pela Assembleia. Por um período de 30 dias. Ou seja, Eduardo Moreira, apesar de todos os ataques na direção do PSD e do presidente estadual da legenda, Gelson Merisio, vai continuar no governo. As férias de Colombo, se começarem nesta quarta-feira, acabarão no dia28 de março,sendo queo prazo fatalparaa renúnciadeleé7deabril.

Seria preciso apenas mais uma licença do governador para que o emedebista siga no comando sem interrupções.

A leitura desta atitude de Raimundo Colombo é cristalina. Em que pese Eduardo Moreira estar usando todo o poderio da caneta contra o PSD, a preocupação de Raimundo Colombo é afagar o MDB de olho no segundo voto ao Senado.

Nas hostes do PSD, a sensação nítida é a de que os atos do governador interino – desativação de regionais, revogação da nomeação de Alex Santore ao TJSC, a nomeação dorival de Merisio em Xanxerê para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, etc - estavam combinados com o titular. Apesar dos respingos negativos dentro do partido, Raimundo Colombo tenta ficar de credor do Manda Brasa, pensando no projeto de eleição ao Senado.

Renúncias

Nos bastidores, crescem as especulações sobre as prováveis renúncias dos prefeitos de Joinville, Udo Döher (MDB), e de Blumenau, Napoleão Bernardes (PSDB). Na cidade mais populosa do Estado, não se fala em outra coisa.

Com perspectivas reduzida sde conseguir a indicação dentro do Manda Brasa, Udo poderia buscar outro partido para disputar o governo do Estado, ganhando mais um elemento para justificar a renúncia.JáNapoleãoé postulante a uma das duas vagas ao Senado. Se não encontrar espaço, poderia até mesmo concorrer a deputado federal.EficanoPSDB.

Perspectiva

Udo Döhler só tem chances reais de ser o candidato a governador pelo MDB se Eduardo Moreira não for à reeleição e apoiar o joinvilense. Aí haveria disputa entre o grupo de Eduardo e Udo e o de Mauro Mariani, apoiado por Dário Berger.

Fato novo

O prefeito de Joinville nãoé conheci dono Estado. Mas tem prestígio. Se mudar de legenda e concorrer a governador, será o fato novo do pleito. O problema é que ficará sem tempo de televisão e sem uma máquina partidária pulveriz ada em todo o Estado.

Com informações de Coluna do Prisco (Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina). Texto revisado pela redação.

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