Filme repetido
MichelTemer tirou a terça-feiraparaevitar um meio-desastre na votação desta quarta, quando os deputados vão definir se nova denúncia contra o presidente – a segunda fiechada de Janot, que acusa o mandatário de organização criminosa e obstrução de Justiça – deverá ter prosseguimento ou não. Na prática, suas “Excelências” vão decidir se o inquilino do Planalto pode ser investigado por crime comum.
Como da primeira vez, lá em agosto (ali, o presidente foi acusado de corrupção passiva), o processo deve ser suspenso, ficando em stand by até 2019. A vitória parece certa. Mesmo assim, Temer derrubou a agenda de ontem. Passou o dia recebendo deputados dispostos a negociar o voto por benesses de toda sorte. Uma verdadeira suruba político- financeira.
Michel Temer adotou o estilo de lutador de vale-tudo para evitar que o placar desta quarta seja menos consistente do que aquele dos idos de agosto. Na primeira vitória, Temer e aliados contabilizaram 263 votos favoráveis. Número melhor o que a maioria simples (257) e não tão distante dos dois terços (308), necessários para reformas constitucionais. Se os apoiadores de Temer minguarem neste quarta cinzenta de outubro, qualquer coisa que se assemelhe a uma reforma estruturante, sejafiscal,previdenciária ou de qualquer outra natureza, estará fadada às calendas gregas. Péssimo para o país, que só vê aumentar a contado fisiologismo que impera em Brasília.
Com informações de Coluna do Prisco (Associação dos Jornais do Interior de SC). Texto revisado pela redação.





