Em Defesa da Vida - Suicídio, Não!
“A calma e a resignação adquiridas na maneira de considerar a vida terrestre e a confiança no futuro dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio”. Allan Kardec (O evangelho segundo o espiritismo. Cap. V, it. 14.)
São várias as causas que conduzem o ser humano ao suicídio, todas indicativas do desconhecimento de como funcionam a Justiça e a Misericórdia Divinas. Materialismo severo, solidão, depressão, enfermidades incuráveis, violência, maus-tratos, abuso sde todo tipo,pobrezaextrema, fanatismo religioso, negligência e abandono familiar, perdas afetivas, alcoolismo, drogatização, distúrbios mentais, desesperança, obsessão de Espíritos
A incredulidade, a simples dúvida sobre o futuro,as idéias mate ria listas, numa palavra, são os maiores incitantes ao suicídio: produzem a covardia moral. Quando se vêem homens de ciência, apoiados na autoridade do seu saber, se esforçarem por provar aos que os ouvem ou lêem que estes nada têm a esperar depois da morte, não estão tentando convencê-los de que, se são infelizes, o melhor que podem fazer é matar-se? Que lhes poderia dizer para desviálos dessa conseqüência? Que compensação podem oferecer-lhes? Que esperança lhes podem dar? Nenhuma, a não ser o nada. Daí se segue concluir que, se o nada é o único remédio heróico, a única perspectiva, mais vale cair nele imediata-mente, e não mais tarde, para sofrer por menos tempo. A propagação das doutrinas materialistas é, pois, o veneno que inocula a idéia do suicídio na maioria dos que se suicidam, e os que se fazem seus defensores assumem terrível responsabilidade. Com o Espiritismo a dúvida já não é possível, modificando-se, portanto, a visão que se tem da Vida. O crente sabe que a existência se prolonga indefinidamente para além do túmulo, mas em condições muito diversas. Daí a paciência e a resignação que o afastam muito naturalmente de pensar no suicídio; daí, numa palavra, a coragem moral.
Ações de apoio são usualmente disponibilizadas no Centro Espírita, como prece, passe, estudo, trabalho no Bem, diálogo fraterno, esclarecimento doutrinário a Espíritos obsessores, entre outros.
O benfeitor espiritual Emmanuel nos orienta:
Quando a idéia de suicídio, porventura, te assome à cabeça, refiete, antes de tudo, na infinita bondade de Deus, que te instalou na residência planetária, solidamente estruturada, a fim de sustentar-te a segurança no Espaço Cósmico.
Em seguida, ora, pedindo socorro aos Mensageiros da Providência Divina.
Medita no Amor e na necessidade daqueles corações que te usufruem a convivência.
Ainda que não lhes conheças, de todo, o afeto que te consagram e embora a impossibilidade em que te reconheces para medir quanto vales para cada um deles, é razoável ponderares quantas lesões de ordem mental lhes causa rias coma violência praticada contra ti mesmo.
Se a idéia perniciosa continua a torturar-te, mesmo que te sintas doente, refugia-te no trabalho possível, em que te mostres útil aos que te cercam.
Visita um hospital, onde consigas avaliar as vantagens de que dispões, em confronto com o grande número de companheiros portadores de moléstias irreversíveis. Vai pessoalmente ao encontro de algum instituto beneficente, a que se recolhem irmãos necessitados deapoiototal,par aos quais alguns momentos de diálogo amigo se transformam em preciosa medicação.
Lembra-te de alguém que saibas em penúria e busca avistar-te com esse alguém, procurando aliviarlhe a carga de aflição. Comparece espontaneamente aos contatos com amigos reeducandos que se encontrem internados em presídios do teu conhecimento, de maneira a prestares a esse ou aquele al-gum pequenino favor.
Não desprezes a leitura de alguma página esclarecedora, capaz de renovar-te os pensamentos.
Entrega-te ao serviço do Bem ao próximo, qualquer que ele seja, e faze empenho em esquecer-te, porque a voluntária destruição de tuas possibilidades físicas não só representa um ato de desconsideração para com as bênçãos que te enriquecem a Vida, como também será o teu recolhimento com pulsório à intimidade de ti mesmo, no qual, por tempo indefinível, permanecerás no envolvimento de tuas próprias perturbações.
A prece é de valor inestimável para os que sofrem.
Devemos orar sempre que estivermos diante de um desafio existencial, sempre que formos atingidos pelas provações daVida.
Nesse sentido, o Espírito suicida ou alguém que queira fugir da Vida, independentemente das causas geradoras do seu sofrimento, deve buscar conforto espiritual na prece.







