SEE JORNAISQuinta-feira, 15 de outubro de 2026Leia também: Jornal Parole
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E os meus direitos?

A principal regra de convivência dos indivíduos entre si é: O direito de cada um termina onde começa o do outro. Isto significa que os indivíduos devem cumprir uma máxima benéfica para todos, sintetizada nas palavras de John Stuart Mill: No harm to others, ou seja: Não causar nenhum dano (materiale/oumoral)paraooutro.

Por “danos materiais” devemos entender violação e/ou destruição do patrimônio e/ou da integridade física do outro (como avançar o punho e dar um soco no outro). Por “danos morais” devemos entender qualquer atitude capaz de afetar gravemente a integridade moral do outro. Resta definir o que entendemos por “integridade moral”, o que não é tarefa fácil, porém necessária.

Importante assinalar que todas ou ao menos a maior parte das regras de convivência têm um caráter universal e negativo. Elasnãodizemoquefazeresimoquenãodevemos.

Tanto Confúcio como Thomas Hobbes enunciaram outro princípio mais genérico,do qual podem ser derivado o de John Stuart Mill, a saber: Não faça ao outro o que você não gostaria que o outro fizesse a você. Este princípio supremo tem sido chamado dea Regra Dourada.

Na sua comovente simplicidade, tal Princípio Supremo não é nada fácil de ser posto em prática.Paratal,épreciso se colocar no lugar do outro, mediante um mecanismo de projeção afetiva, e perguntar a si mesmo: “Eu gostaria que ele fizesse comi gois toque estou pre ten dendo fazer com ele?”

Se isso fosse posto em prática, toda vez em que se mostrasse necessário, nossos problemas de convivência com os outros seriam muito menores d oque realmente são.Colocar isso em prática éuma condição necessária para a boa interação e talvez seja também suficiente.

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