Deficiência auditiva

Crianças com deficiência auditiva participam da vida na comunidade, escola e mundo. Seja através do rádio, televisão, Internet e outros meios de comunicação. Isso ocorre sem ela estar preparada para os fatos. Tudo se antecipa na vida da criança e do adolescente. O que falta é um mediador que possibilite isto de forma positiva. Quando a criança chega à escola já domina muitas informações, o que acentua a dificuldade do professor em repassar os conhecimentos.
O conflito que isso gera resulta muitas vezes em aulas monótonas, sem essência do ensinar e aprender. Isto resulta em um aprendizado que não desperta a criatividade, a curiosidade, à espontaneidade do aluno, o que é ainda mais complicado quando se tem nesta sala de aula crianças com deficiência auditiva.
Segundo Içami Tiba, psicoterapeuta de famílias,“aprender é uma ação” que envolve no mínimo duas pessoas: a que aprende e a que ensina''. Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro, destaca a necessidade de se igualar a importância do professor e do aluno, onde a qualidade da prática de ensinar-aprender é parte de uma “experiência total, diretiva, política, ideológica, pedagógica, estética e ética, em que a beleza deve achar-se de mãos dadas com a decência e com a sinceridade”. A vivência por si só é capaz de alterar todo o processo na relação professoraluno.
Cabe então ao professor optar por ensinar aquilo que domina, ou buscar uma educação que possa conscientizar e resolver os problemas.
Na aprendizagem de pessoas surdas, segundo alguns teóricos, não há comprovação de uma educação adequada. A Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS é a língua natural da comunidade surda e existem poucos projetos voltados para a aprendizagem desta população no Brasil.
Resta ao sistema de educação encontrar um meio em que essas crianças e adolescentes com problemas auditivos possam ser incluídas de uma forma que desenvolvam, sem restrições, um aprendizado que o possibilite-as de interagir com a sociedade.






