SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Jornal Parole
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Horizonte de Luz

Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

No tempo de Jesus, sua região era dominada pelo Império Romano. O principal símbolo da dominação romana era o imposto. Os fariseus se opunham abertamente ao imposto, mas os partidários de Herodes, rei deles, aceitavam o pagamento do imposto a César, imperador de Roma. Tanto os fariseus quanto os herodianos eram adversários de Jesus, e queriam pegá-lo em contradição para ter um motivo para prendê-lo. Perguntaram a ele, então, se era justo pagar o imposto a César. Se Jesus respondesse que sim, os fariseus colocariam o povo contra ele; se ele dissesse não, os partidários de Herodes poderiam acusá-lo de subversão. Jesus pediu a eles uma moeda romana que pudesse ser usada para pagar o imposto de César. Alguém lhe apresentou uma moeda romana e Jesus então perguntou que nome estava escrito nela. Eles responderam que era o nome de César, e então Jesus proferiu uma de suas famosas frases: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

Com esse ensinamento, Jesus nos deixa clara a legitimidade de nossos deveres civis, como é o caso dos impostos e de outras obrigações. Nos dias de hoje, nada mais atual. Com o advento da internet, o mundo passou por uma revolução. Há um enorme fluxo de informações. Tornase cada vez mais tênue a linha que separa a vida real da chamada vida virtual. Compartilham-se arquivos, idéias. Trocam-se mensagens em tempo real. Milhões de e-mails são enviados todos os dias.

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Vende-se e compra-se praticamente tudo. Pessoas se conhecem via internet e se casam. Entretanto, nem tudo são flores. Um hábito comum de muitos usuários da rede mundial de computadores é o de fazer o download de músicas, vídeos e até mesmo livros inteiros, sem atentar aos direitos autorais e às taxas devidas.

Em outra esfera, sonegam-se impostos, os quais são necessários para garantir aos cidadãos direitos, como moradia, educação, saúde e lazer. Há ainda outros hábitos que, por tão comuns, quase se tornam naturais, mas que estão longe de serem morais.

Por exemplo, sairmos alguns minutos antes de se encerrar o expediente, apanhar um livro emprestado e não devolver. Outros ainda, como perceber que o troco veio a mais e não restituí-lo ao caixa; apropriar-se de um dinheiro encontrado, sem fazer o mínimo esforço para encontrar o dono. Os nossos deveres para com a sociedade são tão relevantes quanto os nossos deveres para com Deus.

Afinal, se não procuramos nos ajustar às leis humanas, como poderemos fazê-lo com relação às Leis Divinas?

Pensemos nisso e percebamos o quanto nossas ações, por vezes, estão baseadas num automatismo cultural, no qual certas tendências, não moralmente corretas, são aceitas como se o fossem.

Entretanto, os que buscamos viver de acordo com os ensinamentos do Cristo, devemos nos lembrar da máxima evangélica: Seja o vosso falar sim, sim; não, não. Isto é, uma atitude está de acordo com a moral cristã ou não está. Não há meio termo.

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