Conexão SC
O interrogatório, mediante condução coercitiva, do advogado André Agostini Moreno, servidor que atua no Deinfra (departamento responsável pelas obras estaduais), combinado com o anúncio de que o dono e os executivos da Odebrecht rmaram acordo de delação premiada, já havia posto o mundo político de Santa Catarina em alerta.
Expectativa
A apreensão gira em torno dos desdobramentos a partir da investigação do braço catarinense, agora denitivamente estabelecido pela Lava Jato. O causídico, segundo a Polícia Federal, teria recebidoR$1milhãoemumhoteldeluxo de São Paulo, no dia 23 de outubro de 2014. Ou seja, três dias antes do segundo turno das eleições daquele ano. Santa Catarina não teve segunda etapa eleitoral. O pleito estadual foi liquidado no primeiro turno daquele ano.
Destinatário
Os investigadores suspeitam que o suposto valor pego por Agostini Moreno teria a nalidade de quitar débitos de campanha. Para a PF, tudo indica que o advogado apenas transportou o valor. A empreiteira, segundo se apurou na Lava Jato, tinha organizado até um departamento para o pagamento de propinas. Corrupção institucionalizada.
Proximidade
André Agostini Moreno trabalhou com Raimundo Colombo em Lages. E também atuou em duas campanhas estaduais do atual governador.
Incógnita
A empreiteira Odebrecht não tem uma obra sequer com o governo do Estado. O que aumenta o mistério da chegadadosupostoR$1milhãoaSC.




